A imprensa teve papel fundamental na cobertura das eleições de 2026, especialmente na checagem de declarações feitas pelos candidatos durante os debates. A avaliação é do especialista em comunicação digital Yuri Almeida, entrevistado do programa "Boa Tarde, Bahia", da Band Bahia, nesta sexta-feira (30).
Segundo Yuri, a apuração em tempo real ajudou os eleitores a identificar informações verdadeiras e falsas nos discursos dos candidatos.
“A imprensa teve um papel fundamental, inclusive com apuração em tempo real do que era verdade, o que era mentira, dos discursos dos candidatos num debate”, afirmou.
Tecnologia ampliou possibilidade de checagem
Para o especialista, o avanço da tecnologia reduziu o espaço para que informações falsas fossem apresentadas sem contestação. Ele citou a própria entrevista como exemplo e destacou que qualquer pessoa pode verificar declarações feitas por alguém que se apresenta como especialista.
“Se eu chegasse aqui e falasse um monte de mentira, passaria despercebido. ‘Ah, o cara é professor, o cara é especialista, tá falando a verdade’. Mas agora qualquer pessoa pode checar aquilo que eu tô falando”, disse.
Yuri também lembrou que, após os debates, veículos de comunicação apresentavam levantamentos sobre a proporção de declarações verdadeiras e falsas dos candidatos, entre eles Flávio Bolsonaro e Lula.
“Então eu acredito que essas tecnologias, quando empregadas para o bem da democracia, para o bem ético, você consegue dar respostas ao eleitor até ele decidir o voto. Porque às vezes o candidato pode ser muito bom na oratória, tem uma proposta muito boa, mas que não vai ser viabilizada, pode falar um dado que não é verdadeiro”, completou.
Eleitor acompanha debates em várias telas
Outro aspecto destacado por Yuri foi o comportamento multitela do eleitor. De acordo com ele, o público passou a combinar a transmissão dos debates pela televisão com o acompanhamento de comentários e informações nas redes sociais e em aplicativos de mensagens.
“A gente já acostumou de assistir a televisão com o celular, com a segunda tela. Tô assistindo futebol, mas tô vendo aqui o debate no Twitter, no Instagram, nos grupos de WhatsApp”, observou.
O especialista afirmou que esse hábito também se consolidou durante o processo eleitoral. Enquanto acompanha o debate na televisão, o eleitor consulta a repercussão nas redes, verifica declarações e observa como os discursos chegam aos diferentes grupos.
Na avaliação de Yuri, a combinação entre o trabalho da imprensa, as ferramentas de checagem e o consumo de conteúdo em várias telas amplia o acesso à informação e contribui para a transparência e o fortalecimento da democracia.