Yuri Almeida avalia grande diferencial da eleição de 2026: "Processo de mobilização”

Foto: Divulgação
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O especialista em comunicação digital Yuri Almeida avaliou que as mobilizações nas redes sociais tiveram papel decisivo nas eleições de 2026 ao resgatar práticas tradicionais de participação política. Em entrevista ao programa Boa Tarde, Bahia, da Band Bahia, nesta sexta-feira (30), ele atribuiu nota 7,8, em uma escala de zero a dez, ao impacto dessas estratégias no processo eleitoral.

“Essas mobilizações resgataram justamente aquilo que é básico na política, sobretudo você que vem de um grande município baiano, que sabe que é a política que é feita nas ruas, nos bares, nas igrejas, nas associações”, afirmou.

Segundo Yuri, embora a inteligência artificial fosse apontada como uma das principais promessas para as campanhas deste ciclo eleitoral, a mobilização de apoiadores acabou se destacando como diferencial.

“Até então, se você for lembrar, a gente até falou da outra vez que eu vim, que a grande promessa do processo eleitoral seria a inteligência artificial, e nós fechamos o processo eleitoral de 2026 voltando a discutir que o grande diferencial da campanha foi justamente o processo de mobilização”, disse.

Campanhas transformaram engajamento em missões digitais

O especialista explicou que a estratégia consiste em oferecer ao eleitor uma causa e um espaço de participação coletiva, com tarefas simples que estimulam o envolvimento na campanha e o exercício da participação democrática.

Como exemplos, ele citou as ações lideradas pelo deputado federal André Janones com o chamado “Exército do Lula” e pela “tropa do Flávio”. Na avaliação de Yuri, as iniciativas funcionaram como uma espécie de gincana digital, com desafios para publicar fotos, curtir, comentar e compartilhar conteúdos.

“O que o Janones fez, a tropa do Flávio fez, foi na verdade uma grande gincana. Um ‘poste foto do Brasil, curta, comente, explode, ninguém dorme’. Mas isso é o básico da política, que é mobilizar as pessoas”, analisou.

Redes sociais assumem espaço de práticas tradicionais

Yuri comparou a participação nas redes sociais a formas tradicionais de manifestação política, como colocar bandeiras nas portas de casa e adesivar veículos com material de campanha.

“E agora esse espaço privilegiado do cidadão manifestar a sua opinião, defender um candidato, é justamente nas redes sociais, adesivando o perfil, participando de grupo, seguindo candidato e cumprindo missões. É algo básico, mas que parece que a gente se esqueceu um pouco e agora voltamos a fazer o básico”, concluiu.

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