O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) foi citado como exemplo de estratégia de comunicação equivocada nas eleições de 2026 pelo especialista em comunicação digital Yuri Almeida. Em entrevista ao programa Boa Tarde, Bahia, da Band Bahia, nesta sexta-feira (30), ele avaliou que o alcance de uma publicação nas redes sociais não significa, necessariamente, conversão em votos.
Ao comentar a campanha presidencial, Yuri mencionou a passagem de Nikolas por Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, onde o deputado gravou um vídeo sobre o Nordeste.
“Pegar um exemplo prático: os deputados mais votados, o Nikolas Ferreira foi lá pra Luís Eduardo Magalhães fazer um vídeo sobre o Nordeste. Então teve um grande alcance, mas qual foi a repercussão disso? Inclusive em Luís Eduardo Magalhães houve uma virada de voto. Se atribui, claro que não é só isso, mas aquele vídeo foi desastroso”, afirmou.
Especialista defende comunicação segmentada
Para Yuri Almeida, o episódio demonstra a importância de adaptar a mensagem ao público que se pretende alcançar. Segundo ele, candidatos precisam identificar com quem estão falando e compreender que diferentes grupos de eleitores têm demandas e interesses distintos.
“A gente precisa saber com quem que a gente precisa falar e muitas vezes a conversa que eu tenho que ter com o Vitor é bem diferente da conversa que eu vou ter com dona Maria, com o colega do futebol”, disse.
O especialista avaliou que a comunicação massiva não é suficiente para atender às expectativas de todos os segmentos do eleitorado.
“Essa ideia da comunicação massiva não é suficiente para responder ou atender os anseios de todos os eleitores, os conjuntos de eleitores e os interesses dos eleitores”, afirmou.
Credibilidade na base como estratégia
Na avaliação de Yuri, uma das estratégias para as campanhas de 2026 é construir credibilidade dentro da própria base eleitoral e estimular apoiadores a disseminarem as mensagens dos candidatos.
“É mais importante que a gente tenha uma credibilidade em menor escala, dentro da nossa base, que possa ser exército de propagação, que possam ser esses mensageiros pra ir passando pra frente a sua mensagem, do que falar com a pessoa que muitas vezes não é o seu objetivo final, não é o seu eleitor, muitas vezes até extrapola seu campo de atuação, como foi esse caso desastroso do Nikolas que resultou na virada de voto pra Lula em Luís Eduardo Magalhães”, concluiu.