"É como um atleta que sempre tem prova", diz Andrei Roman ao destacar bagagem internacional da AtlasIntel

Foto: Divulgação
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O cientista político e CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, defendeu o modelo metodológico da empresa e destacou a importância de testar ferramentas de inteligência de dados em diferentes cenários globais para aprimorar os níveis de assertividade. Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (1º), durante o fórum "Diálogos que Transformam" no Bistrot Trapiche Adega, em Salvador, o executivo detalhou a experiência acumulada pelo instituto no acompanhamento de disputas majoritárias em diversos continentes e comparou a rotina de pesquisas ao treinamento de esportistas de alta performance.

Para o especialista, o diferencial competitivo e a capacidade de captar tendências complexas de opinião pública derivam diretamente da exposição contínua a realidades sociais e políticas distintas da brasileira.

"A gente está cobrindo muita eleição. Inclusive, essa semana tivemos uma eleição na Colômbia. Foi semelhante à eleição aqui na Bahia, mas acabou tendo um diagnóstico completamente diferente de todas as outras empresas que a gente conseguiu acertar. Antes disso, nós fomos na eleição da Hungria; antes disso, fomos na eleição da Guiana. Quando você testa a sua empresa, a sua máquina de inteligência em contextos adversos, portanto, com frequência, você melhora. É como um atleta que sempre tem prova. Um atleta que tem prova com muito mais frequência que o outro, provavelmente se torna mais competitivo e mais procurado para competir", argumentou o CEO.

Roman também apontou que a dinâmica da ciência de dados aplicada ao comportamento do eleitorado pressupõe um processo constante de correção e atualização de conceitos. Ele pontuou que o portfólio de levantamentos em mercados consolidados e em desenvolvimento funciona como laboratório empírico para calibrar os algoritmos de recrutamento digital utilizados pelo instituto.

"Essa é a nossa experiência internacional, a experiência que a gente acumulou na América Latina, nos Estados Unidos, na Europa, e tem países da África. Isso tudo nos expõe a contextos sociais e políticos diversos, e fez também com que a gente pudesse aprender com os nossos erros. A política, como qualquer coisa, é um fenômeno humano e social. Então, é um momento extremamente complicado, muita coisa pode dar errado, e esse é um dos riscos que você assume no início de um projeto eleitoral. A gente conseguiu testar essas engrenagens, aprender com os exercícios e aprofundar nossa literatura de pesquisa", concluiu Andrei Roman.

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