"O método digital funciona porque a sociedade mudou", afirma Andrei Roman ao detalhar inovação em pesquisas eleitorais

Foto: Divulgação
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O cientista político e CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, apontou a digitalização dos hábitos de consumo e comunicação da população como o pilar fundamental para a assertividade dos levantamentos de opinião pública. Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (1º), durante o fórum "Diálogos que Transformam" no Bistrot Trapiche Adega, em Salvador, o executivo relembrou o desempenho do instituto nas eleições estaduais da Bahia em 2022 — quando se destacou como a única empresa a prever a vitória governista no primeiro turno — e defendeu que abordagens tradicionais de amostragem estão defasadas diante da nova realidade social.

Para o especialista, as entrevistas face a face ou por chamadas telefônicas convencionais encontram barreiras crescentes de engajamento, enquanto o recrutamento digital oferece um ambiente mais orgânico para os entrevistados.

"O debate que está acontecendo há alguns meses mostra cada vez mais uma situação favorável para a gente depois de um resultado positivo no primeiro turno. Eu diria que o método digital funciona porque a sociedade mudou. A nossa sociedade hoje em dia virou digital. Vocês estão aqui me entrevistando todos com celulares na mão, com um monte de câmeras ao meu redor. Vão postar esse conteúdo muito rapidamente em grupos de trabalho, vão se comunicar com seus colegas por via digital. Esse conteúdo será compartilhado de verdade e consumido provavelmente no YouTube, no Instagram, em ferramentas de comunicação social. Então, para você entender o contexto de uma sociedade que virou digital, o método de pesquisa que funciona talvez não tenha mais que ser o método analógico", contextualizou o CEO.

Roman sustentou que o sucesso das ferramentas desenvolvidas pela AtlasIntel reside em proporcionar uma experiência de participação confortável e integrada à rotina tecnológica do cidadão, capturando dados de forma mais fidedigna ao evitar pressões externas do modelo de abordagem clássico.

"Acredito que isso faz muito sentido em termos do que a gente tem trazido de inovação na nossa metodologia. Parece que as pessoas que respondem e participam conseguem fazer isso de uma maneira muito mais natural, um movimento mais confortável através dos instrumentos que a gente desenhou. Ao invés de serem paradas na rua por uma pessoa desconhecida para responder às perguntas, ou de receberem uma chamada de celular no momento em que as pessoas não atendem mais o telefone — porque o mundo hoje liga via WhatsApp, por exemplo —, elas interagem em nosso ambiente. Na medida em que a sociedade e o mundo se transformam, quem antecipa essas mudanças e faz essas inovações vai sempre estar um passo à frente", concluiu Andrei Roman.

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