O senador Jaques Wagner (PT-BA) adotou uma postura moderada e defendeu o debate programático ao comentar as declarações do chefe da Casa Civil, Adolfo Loyola, que afirmou que o pré-candidato da oposição, ACM Neto (União Brasil), "apanharia" em debates contra o ex-governador Rui Costa e o próprio Wagner. Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (1º), durante o fórum "Diálogos que Transformam" no Bistrot Trapiche Adega, em Salvador, o parlamentar petista se distanciou de metáforas agressivas e defendeu que a campanha pelo Governo da Bahia deve se concentrar na comparação de legados administrativos.
Para o líder governista, o eleitor baiano tem elementos históricos suficientes para confrontar o modelo de gestão do antigo grupo carlista, que comandou o estado por quatro décadas, com as realizações das gestões do Partido dos Trabalhadores (PT).
"O meu estilo sempre é outro; eu prefiro debater ideias. Eu creio que o importante é que a população compare com o que o governo do Estado vem fazendo. Eles ficaram no governo da Bahia por 40 anos, e eu acho que a melhor forma de fazer a escolha é comparar quem trouxe mais benefícios, mais obras e mais serviços para o Estado e para a capital. Então, não se trata de apanhar, se trata de mostrar a verdade e as diferenças. Ninguém vai fazer campanha para agredir ninguém, mas sim para apontar as diferenças de estilo de quem governa", ponderou o senador.
Críticas aos indicadores sociais de Salvador
Embora tenha defendido a moderação no palanque, Jaques Wagner utilizou dados de educação e vulnerabilidade social para contrapor a narrativa da oposição, comandada pelo União Brasil na capital baiana. O senador citou uma agenda realizada em Coração de Maria, no interior do estado, para exemplificar os investimentos estaduais em escolas de tempo integral e criticou o desempenho da prefeitura de Salvador em áreas como assistência à infância e qualidade de vida.
"Eu estava hoje em Coração de Maria inaugurando uma escola de tempo integral. Fico triste de saber que a nossa capital é a terceira pior em creches na educação infantil, tem a pior taxa de crédito per capita e a quarta pior em qualidade de vida. Então, acho que as pessoas têm que comparar isso", disparou o petista, apontando os gargalos sociais da capital como ponto central do confronto de ideias na sucessão de 2026.