Adolpho Loyola detona investidas de ACM Neto na periferia e promessas de debate: "Blogueiragem e proselitismo"

Foto: Divulgação
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O secretário de Relações Institucionais do Estado da Bahia (Serin), Adolpho Loyola, rebateu com ironia as recentes críticas do ex-prefeito soteropolitano ACM Neto (União Brasil) à gestão da segurança pública. Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (1º), durante o fórum "Diálogos que Transformam" no Bistrot Trapiche Adega, em Salvador, o articulador político do governo Jerônimo Rodrigues (PT) minimizou as postagens do oposicionista nas redes sociais e classificou a estratégia de comunicação como "blogueiragem" e "proselitismo".

Para o chefe da Serin, o pré-candidato da oposição tem utilizado o período que antecede o pleito eleitoral para circular por áreas da periferia e do interior baiano que, segundo ele, eram historicamente negligenciadas pelo grupo político adversário.

"Eu acho que a campanha está sendo muito pedagógica. O candidato ACM Neto está conseguindo viajar, visitar a periferia que ele nunca ia, ir para o interior do estado, que ele só visita de quatro em quatro anos, e agora ele está podendo ir. Um lugar que é fechado, ele conseguiu entrar. Eu não sei como é que ele conseguiu essa façanha de uma pessoa que não conhece a periferia de Salvador entrar numa área que ele está denominando que está fechada. Mas, paciência, parabéns para ele. Com o heroísmo dele, nós vamos discutir segurança pública de verdade, na hora certa, não com proselitismo e não de blogueiragem", ironizou Loyola.

O secretário aproveitou a oportunidade para contra-atacar a herança administrativa do União Brasil em Salvador, grupo que comanda o Palácio Thomé de Souza há quase 16 anos. Adolpho Loyola sinalizou que o bloco governista estadual está articulado e municiado com dados para confrontar os índices municipais de infraestrutura urbana, saúde, educação e mobilidade assim que os debates oficiais forem iniciados.

"Nós estamos preparados para discutir com ele. Ele, que governa há tanto tempo, 16 anos em Salvador, podia ter consertado aquelas ruas, aquelas vielas de lá. Não com cimento e com asfalto eleitoreiro que ele só coloca de dois em dois anos para poder resolver a eleição. Nossa eleição será uma eleição propositiva. Nós estamos esperando ele para o debate na hora certa para a gente poder conversar e discutir. Discutir segurança, discutir saúde, discutir mobilidade e discutir também educação. Para nós, nós estamos preparados para conversar com ele", desafiou o secretário de Relações Institucionais.

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