Vorcaro aciona STF para investigar vazamento de dados extraídos de celular

Foto: Divulgação
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A divulgação de conteúdos atribuídos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro levou sua defesa a solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma investigação para esclarecer como informações retiradas de seu telefone celular chegaram à imprensa. O pedido foi encaminhado nesta sexta-feira (16) ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, e inclui mensagens, gravações de áudio e supostas conversas com os próprios advogados.

Segundo os representantes legais de Vorcaro, os materiais estavam sob acesso restrito das autoridades e passaram a ser divulgados em reportagens recentes. A defesa afirma que a exposição alcança aspectos da vida pessoal e profissional do ex-banqueiro, além de envolver diálogos que, segundo os advogados, deveriam permanecer protegidos.

O celular foi apreendido no âmbito da Operação Compliance Zero. Nas últimas semanas, conteúdos atribuídos a Vorcaro ganharam espaço no noticiário, incluindo áudios relacionados a uma suposta negociação para financiar um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e mensagens que mencionariam uma possível rede de prostituição envolvendo mulheres estrangeiras.

A Polícia Federal investiga suspeitas relacionadas a essa rede e possíveis irregularidades na contratação de serviços. De acordo com as informações divulgadas, a apuração considera mensagens atribuídas a Vorcaro e a outras pessoas, com referências à seleção de mulheres, pagamentos e organização de eventos no Brasil e no exterior.

Vorcaro nega ter explorado ou desrespeitado mulheres. Ele também afirma não reconhecer a autoria, a autenticidade ou o contexto de parte do material que veio a público. A defesa sustenta que alguns conteúdos podem ter sido manipulados e ressalta que não confirma integralmente as informações divulgadas.

No pedido apresentado ao STF, os advogados argumentam que a apreensão de um aparelho durante uma investigação não autoriza a divulgação irrestrita dos dados armazenados. Eles solicitam que sejam identificadas as pessoas que tiveram acesso ao conteúdo, incluindo agentes públicos com acesso funcional ao material e eventuais terceiros que o tenham recebido.

A defesa também pede que informações obtidas por meio dos supostos vazamentos não sejam utilizadas para fundamentar novas apurações contra o ex-banqueiro. Esse é um argumento apresentado pelos advogados no requerimento, e não uma decisão judicial já estabelecida sobre a validade das informações.

O pedido ocorre em meio à repercussão de reportagens baseadas em mensagens e gravações atribuídas a Vorcaro. A solicitação busca esclarecer a origem da divulgação e apurar se houve violação do dever de preservar informações sigilosas.

Até as informações divulgadas pela CNN Brasil em 16 de outubro de 2026, o pedido da defesa era para que a investigação fosse determinada pelo STF. A existência da solicitação, por si só, não comprova que houve vazamento ilegal nem define a responsabilidade de possíveis envolvidos.

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