O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que não pretende indicar o irmão, Eduardo Bolsonaro, para comandar o Ministério das Relações Exteriores caso seja eleito. Em entrevista à TV Globo nesta sexta-feira (16), ele também declarou que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nunca conversou com ele sobre ocupar uma função em um eventual governo.
Ao abordar a possibilidade de participação de familiares na administração federal, Flávio disse que Eduardo não será seu chanceler e ressaltou que mantém uma relação de confiança com o pai, a quem poderá consultar em assuntos políticos.
Flávio descarta irmão no Ministério das Relações Exteriores
Questionado sobre a possibilidade de Eduardo Bolsonaro assumir o comando do Itamaraty, Flávio foi direto ao negar a indicação.
“Ele não será chanceler”, afirmou o senador durante a entrevista.
Na sequência, o candidato elogiou a atuação política do irmão nos Estados Unidos e apresentou sua própria avaliação sobre as atividades desempenhadas por Eduardo fora do Brasil.
“Eduardo é um perseguido político que está lá fora denunciando as arbitrariedades que existem aqui no Brasil. Algum dia, a história ainda vai reconhecê-lo como alguém que se sacrificou para defender a democracia no nosso país”, declarou.
A afirmação descarta Eduardo para o cargo de ministro das Relações Exteriores, mas não representa, por si só, um esclarecimento sobre a possibilidade de ele ocupar outras funções em um eventual governo.
Ex-presidente não teria tratado de cargo com o filho
Sobre Jair Bolsonaro, Flávio afirmou que o pai nunca manifestou interesse em assumir uma função no governo nem pediu para ser nomeado.
“Meu pai vai ser o povo brasileiro, para você que eu vou trabalhar. O presidente Bolsonaro nunca falou de cargo comigo, nunca sugeriu que gostaria de trabalhar no governo”, disse.
O candidato acrescentou que considera uma vantagem poder consultar o ex-presidente quando precisar de orientação, mas reiterou que os dois não discutiram uma eventual nomeação.
“Tenho o privilégio de na hora que eu precisar consultar um ex-presidente da República, tenho dentro de casa um de confiança. Sou um privilegiado por isso, mas nunca tratou de cargo comigo”, afirmou.
Declarações foram feitas durante sabatina eleitoral
As declarações ocorreram durante uma sabatina da TV Globo com Flávio Bolsonaro, no contexto da disputa presidencial de 2026. A entrevista abordou diferentes temas relacionados às propostas do candidato e à composição de um eventual governo.
A fala sobre os familiares ocorreu em meio às especulações sobre possíveis nomes para cargos estratégicos, especialmente no Ministério das Relações Exteriores, diante da atuação internacional de Eduardo Bolsonaro.
Com as declarações, Flávio afastou publicamente a possibilidade de indicar o irmão para o Itamaraty e afirmou que não houve conversa com Jair Bolsonaro sobre uma função para o ex-presidente em um eventual governo.