Jerônimo defende empréstimos de R$ 32,2 bilhões e diz que recursos são usados em investimentos na Bahia

Foto: Divulgação
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Governador afirmou, durante sabatina nesta terça-feira (4), que Estado tem capacidade de pagamento e destacou obras na área da saúde; ao falar sobre acesso a crédito, também fez comparação entre os governos Lula e Bolsonaro

O governador da Bahia e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), defendeu, nesta terça-feira (4), durante sabatina na TV Aratu, a política de contratação de operações de crédito pelo Estado. Questionado sobre os 24 empréstimos que, segundo a oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), somam R$ 32,2 bilhões, o petista afirmou que a Bahia mantém uma situação fiscal considerada por ele saudável e que os recursos são direcionados para investimentos.

“Nós temos o Estado da Bahia com uma Secretaria de Fazenda que coordena um trabalho de rigor fiscal muito rigoroso”, afirmou Jerônimo.

Na resposta, o governador também citou a capacidade de pagamento do Estado, avaliação utilizada para medir a situação fiscal dos governos estaduais. Segundo ele, a Bahia está entre os estados com melhor desempenho nesse indicador.

“Nós estamos entre os primeiros na condição avaliativa de capacidade de pagamento”, declarou.

Jerônimo argumentou ainda que o volume de investimentos realizados pelo governo estadual exige a utilização de operações de crédito. Ele destacou que, embora a Bahia seja um dos estados de maior extensão territorial e população do país, ocupa a 16ª posição em arrecadação entre as 27 unidades federativas.

“Não tem como a gente governar, fazer investimentos sem que a gente recorra ao empréstimo”, disse.

Hospitais e obras

Ao justificar a aplicação dos recursos, o governador destacou investimentos na área da saúde. Jerônimo afirmou que 15 hospitais novos já foram entregues pelo Estado e que outras oito unidades estão em construção.

Ele também citou a participação do governo estadual em hospitais municipais, por meio de ações de construção ou cofinanciamento.

“Nós temos mais 8 novos hospitais sendo construídos pelo Estado, mas em torno de 14 ou 15 hospitais municipais que o Estado cofinancia”, afirmou.

Na avaliação do governador, os investimentos fazem parte de uma estratégia de ampliação da rede pública de atendimento.

“São hospitais municipais que nós estamos construindo para que a gente possa fortalecer e ampliar a rede de atendimento”, disse.

Assembleia

Jerônimo também respondeu às críticas da oposição na Assembleia Legislativa e afirmou que os pedidos de empréstimo precisam passar pelo Legislativo. Segundo ele, integrantes do governo apresentam aos deputados as justificativas e a destinação prevista para os recursos.

“Todos os pedidos de empréstimo, Pablo, o secretário Manuel Vitório se dirige, ou de planejamento se dirige, à Assembleia para poder traduzir e explicar quais são os interesses”, declarou.

O governador acrescentou que, em algumas das votações, parlamentares da oposição também participaram da aprovação das operações.

“Agradeço à Assembleia Legislativa, inclusive muitas das votações dessas aí, a própria oposição fez parte de uma aprovação”, afirmou.

Comparação com governo Bolsonaro

No fim da resposta, Jerônimo levou a discussão sobre crédito para o cenário político nacional. Ao comentar a relação do Estado com o governo federal, ele comparou o atual momento, sob a Presidência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com o período em que Jair Bolsonaro (PL) esteve à frente do Executivo federal.

“Se nós hoje temos essa facilidade de captação de dinheiro com o presidente Lula, o Rui não teve essa facilidade com o governo Bolsonaro”, disse, em referência ao ex-governador Rui Costa.

Jerônimo afirmou que, durante a gestão Bolsonaro, houve dificuldades para a Bahia obter recursos federais.

“Foram travadas as portas e, por conta disso, ficou, naturalmente, um conjunto de ações que não foram realizadas por falta de investimento do governo federal aqui na Bahia”, declarou.

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