Jerônimo critica programa do ACM Neto e diz que passou madrugada revisando propostas: “Eu fiz diferente”

Foto: Divulgação
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Durante sabatina na TV Aratu, governador afirmou que percorreu os 27 territórios de identidade para construir Programa de Governo Participativo e fez críticas ao uso de inteligência artificial pelo opositor

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou nesta terça-feira (4), durante sabatina na TV Aratu, que o programa de governo apresentado por sua campanha para a disputa pela reeleição foi construído a partir de escutas e encontros realizados nos 27 territórios de identidade da Bahia.

Ao falar sobre o documento registrado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Jerônimo explicou que os 13 pontos orientadores apresentados pela chapa deverão receber, dentro do prazo legal, outras propostas que integrarão o programa de governo.

Segundo o governador, a construção do documento ocorreu por meio do Programa de Governo Participativo (PGP), com realização de plenárias e encontros em diferentes regiões do Estado.

“Eu percorri os 27 territórios de identidade, fazendo uma escuta, fazendo as agendas, as plenárias de encontros para o futuro, chamado PGP, Programa de Governo Participativo”, afirmou.

Jerônimo também relatou que passou parte da madrugada de domingo para segunda-feira revisando o documento. Segundo ele, após retornar de São Paulo, onde participou da convenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ficou até a 1h da manhã fazendo ajustes no texto.

“Eu voltei de São Paulo da convenção do presidente Lula e fiquei até uma da manhã lendo, corrigindo, acrescentando esses 13 pontos”, declarou.

Crítica ao adversário

Na sequência, o governador comparou a elaboração do próprio programa com a do seu principal adversário na disputa eleitoral. Sem citar nominalmente o opositor no trecho da fala, Jerônimo afirmou que, segundo uma publicação da jornalista Mônica Bergamo, o adversário teria utilizado inteligência artificial na construção do programa.

“Diferente do meu opositor, que pelo que eu vi, uma colega de vocês, Mônica Bergamo, utilizou-se da ferramenta de inteligência artificial para construir. Aliás, não é novidade”, disse.

A declaração foi usada pelo governador para estabelecer uma diferença entre a metodologia adotada por sua campanha e aquela que atribui ao adversário.

“Quanto mais eu abraço, mais eu quero acolher”

Jerônimo também fez uma crítica ao que classificou como uma estratégia utilizada pelo adversário em imagens produzidas durante a campanha.

De acordo com o governador, o opositor teria criado uma dinâmica na qual a imagem dele aparece junto à de uma pessoa se afastando.

“Ele também fez uma dinâmica de que não quer abraçar o povo que ele quer fazer a foto. Ele criou um programa que as pessoas têm a imagem dele e acrescenta a imagem da pessoa se afastando”, afirmou.

Na sequência, Jerônimo transformou a crítica em uma mensagem sobre a postura que pretende adotar em um eventual segundo mandato.

“Quanto mais eu abraço, mais eu quero acolher”, declarou.

O governador encerrou a fala associando o gesto de abraço à ideia de cuidado que, segundo ele, pretende levar para uma eventual segunda gestão.

“E esse meu abraço é justamente o cuidado que eu quero transmitir no meu segundo governo”, afirmou.

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