Wagner aponta omissão da prefeitura na saúde de Salvador: “Para tudo, as pessoas precisam correr para um hospital estadual”

Foto: Divulgação
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O senador Jaques Wagner (PT-BA) fez um balanço dos investimentos em saúde realizados pelo grupo governista na Bahia e criticou, nesta terça (4), em entrevista à Rádio Cidade FM, de Itapetinga, a falta de estrutura e investimento da Prefeitura de Salvador na rede básica e hospitalar da cidade, gerida há 14 anos pelo grupo de ACM Neto. 

"Nossa capital, com mais de 2,5 milhões de habitantes, tem apenas dois hospitais municipais. Então, tudo que a pessoa precisa fazer aqui em Salvador tem que correr para um hospital estadual. Vamos comparar: Recife tem oito hospitais municipais, e a população é menor. Fortaleza, onde a população é praticamente igual à nossa, tem dez hospitais municipais. É um negócio estranho, porque eles adotam essa postura de falar mal do vizinho sem fazer o serviço dentro de casa", analisou.

Para o senador, há uma desproporção grave na oferta de leitos pelo município, que sobrecarrega a rede estadual. Wagner pontuou que, como a capital tem um orçamento de cerca de R$ 1 bilhão por ano, a gestão municipal deveria assumir uma parcela maior dos serviços de urgência, emergência e atenção primária. 

O parlamentar lembrou, ainda, que o Governo do Estado precisou construir duas policlínicas na capital para suprir lacunas da atenção básica, serviço que é de responsabilidade prioritária do município.

"Eu sei por que as pessoas não gostam de investir em saúde e educação: porque quando você abre um hospital ou uma escola, a conta é diária, pagamento de pessoal, de energia, insumos. O pessoal prefere fazer obra de embelezamento, que também é importante, mas não é suficiente. Se Salvador anda em mobilidade urbana e avançou na saúde regional, é por conta do planejamento do nosso grupo", defendeu o senador.

Legado petista

Na entrevista, Wagner enfatizou o processo de descentralização do atendimento médico no interior do estado. Ao todo, as três gestões petistas já entregaram mais de 40 novos hospitais pela Bahia, sendo 15 na gestão de Jerônimo, e ainda 26 policlínicas regionais.

"Muita gente vai lembrar que, quando nós chegamos aqui, não tinha cirurgia cardíaca, não tinha cirurgia neurológica ou tratamento de oncologia e hemodiálise. Nós e Jerônimo realmente interiorizamos esse tratamento, acabando com aquela longa fila de ambulâncias chegando à capital", lembrou o parlamentar.

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