ACM Neto rebate Lula e diz que relação com governo federal não será problema em eventual gestão

Foto: Divulgação
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Em entrevista à TV Aratu nesta segunda-feira (3), candidato do União Brasil criticou obras federais na Bahia e citou experiência de oito anos à frente da Prefeitura de Salvador

O candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) afirmou nesta segunda-feira (3), durante entrevista a jornalistas na TV Aratu, que uma eventual gestão sua não dependeria de alinhamento partidário com o presidente da República. A declaração ocorreu ao responder a uma pergunta do jornalista Levi Vasconcelos sobre a disputa política de 2026 e a relação entre o candidato e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Neto foi questionado sobre a declaração de Lula durante a passagem do presidente pela Bahia no último sábado e sobre a disposição manifestada pelo petista de atuar politicamente para que aliados retomem a Prefeitura de Salvador em 2028.

Na resposta, o candidato criticou a estratégia política adotada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) durante a eleição de 2022. Segundo Neto, o atual governador teria apresentado, na época, a proximidade com o governo federal como um fator capaz de solucionar problemas do Estado.

“Rodrigues, que há quatro anos se elegeu, dizendo que o fato dele ser do mesmo partido do Presidente da República resolveria todos os problemas da Bahia, a pergunta que eu faço é: resolveu? Não resolveu”, afirmou.

Críticas a obras e rodovias

Neto citou projetos de infraestrutura para sustentar a avaliação de que a proximidade política entre governos estadual e federal não teria produzido, segundo ele, os resultados prometidos.

Entre os exemplos apresentados pelo candidato estão a Ponte Salvador-Itaparica, a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), o Porto Sul e as rodovias federais que cortam a Bahia.

Sobre a ponte, Neto afirmou que o presidente Lula teria sido colocado em situações constrangedoras durante agendas relacionadas ao projeto.

“Fizeram o Presidente da República passar duas vergonhas”, declarou, antes de citar duas ocasiões nas quais, segundo ele, teria sido anunciada ou demonstrada uma evolução da obra que não corresponderia à realidade.

O candidato também criticou a situação das rodovias federais.

“Quando a gente olha a situação das rodovias da Bahia, a BR-324, aliás, tem lá buraco, inclusive, que deram apelido de buraco do Gero, em referência ao governador”, afirmou.

Neto ainda classificou como grave a situação da BR-242, importante ligação entre o oeste baiano e Salvador.

“A BR-242, importantíssima, que traz o povo do oeste cortando pela Chapada para chegar até aqui à capital. Gente, a 242 está acabada, acabada”, disse.

Experiência com presidentes de diferentes partidos

Ao responder sobre a possibilidade de enfrentar novamente uma eleição sem uma candidatura presidencial alinhada à sua, Neto afirmou que sua trajetória política demonstraria capacidade de administrar independentemente de quem ocupa o Palácio do Planalto.

O candidato lembrou os oito anos em que esteve à frente da Prefeitura de Salvador e destacou que, durante os dois mandatos, trabalhou com três presidentes de partidos e correntes políticas distintas.

“Eu fui prefeito de Salvador, oito anos. Primeiro, governei […] com Dilma Rousseff, presidente da República do PT. Depois, com Michel Temer, presidente do MDB, finalmente com Jair Bolsonaro”, afirmou.

Neto argumentou que a diferença de posicionamento entre os presidentes não teria impedido sua administração municipal.

“Isso não impediu que eu fizesse o meu trabalho como prefeito de Salvador”, declarou.

Na sequência, citou o índice de aprovação que, segundo ele, marcou o encerramento de sua passagem pela Prefeitura de Salvador.

“Ao contrário, saímos com mais de 80% de aprovação do povo de Salvador”, afirmou.

“Não vai ser um problema”

Ao final da resposta, ACM Neto afirmou que a questão da relação com o governo federal não deverá ser um obstáculo para sua candidatura e defendeu a continuidade da aliança construída em torno de seu projeto político.

“Meu irmão, não vai ser um problema essa questão federal”, disse.

Neto também afirmou que acredita que o eleitor baiano não repetirá, em 2026, o comportamento que ele atribui a parte do eleitorado na eleição de 2022.

“As pessoas não vão mais se enganar com isso, como se enganaram uma parte, né? Uma parte das pessoas se enganou em 2022”, afirmou.

O candidato encerrou destacando a aliança partidária que vem sendo construída para a disputa estadual.

“A gente segue com a nossa aliança política, com os partidos que me apoiam, com um conjunto de partidos que estão juntos com um propósito, o propósito de mudar a Bahia”, declarou.

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