Candidato ao governo da Bahia afirma que medida seria adotada quando não houver vaga disponível na rede pública e sustenta que proposta terá fiscalização de órgãos de controle
O candidato ao governo da Bahia pelo União Brasil, ACM Neto, voltou a defender nesta segunda-feira (3) a criação do “Pix Saúde”, proposta apresentada em seu plano de governo para enfrentar a demora no atendimento de pacientes em situação de urgência e emergência.
Durante entrevista a jornalistas na TV Aratu, Neto foi questionado sobre as críticas de adversários à iniciativa. A oposição afirma que a medida poderia desvirtuar o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e provocar uso inadequado de recursos públicos. O candidato também foi perguntado se desconfia dos critérios técnicos utilizados pela Central de Regulação e se acredita haver interferência política no sistema.
Ao responder, Neto direcionou as críticas ao governador Jerônimo Rodrigues (PT), lembrando uma promessa feita pelo atual chefe do Executivo baiano durante a campanha de 2022.
“Há quatro anos atrás, Jerônimo Rodrigues prometeu, foi ele quem disse, que iria zerar a fila da regulação”, afirmou.
Na sequência, o candidato criticou uma declaração recente atribuída ao governador sobre o atendimento de pacientes que precisam de serviços de urgência e emergência.
“Infelizmente isso é uma mentira, o governador está mentindo”, declarou Neto.
O candidato citou ainda relatos de famílias que, segundo ele, enfrentaram longas esperas por consultas e procedimentos. Neto afirmou que o problema da regulação precisa ser enfrentado com novas estratégias e apresentou o Pix Saúde como uma alternativa para situações nas quais não houver vaga disponível na rede pública.
“Se há uma vaga disponível na rede particular, o Estado vai pagar”
Segundo Neto, a proposta não prevê a substituição da rede pública pela privada, mas a utilização de serviços particulares em situações consideradas urgentes, quando a espera puder representar risco à vida do paciente.
“Em lugares onde não houver a vaga no hospital público, nos casos de urgência e emergência, que a pessoa não pode esperar, porque a espera pode significar ela perder a vida, morrer, então aí o Estado vai ajudar a pagar o tratamento na rede particular”, afirmou.
O candidato resumiu a proposta dizendo que, diante da inexistência de vaga na rede pública e da disponibilidade de atendimento particular, o governo estadual poderia custear o serviço.
“Se há uma vaga disponível na rede particular e há uma pessoa que pode perder a vida, o Estado vai pagar a vaga para dar o tratamento de saúde e para salvar a vida desta pessoa”, declarou.
A proposta já havia sido apresentada por Neto em agendas realizadas durante a pré-campanha. Em julho, ele explicou que o programa teria como objetivo utilizar a capacidade da rede privada para atender pacientes que não encontrassem vagas no sistema público.
Candidato promete fiscalização
Diante do questionamento sobre eventual uso inadequado de recursos públicos, Neto afirmou que a execução do programa seria acompanhada por mecanismos de controle.
“Não é uma coisa irresponsável. Nós vamos fazer um processo de credenciamento, tudo será feito com muita fiscalização, haverá uma tabela de remuneração por cada serviço e tudo vai ser devidamente acompanhado pelo Ministério Público, pela controladoria do Estado”, disse.