Rui Costa diz que nova concessão das BRs 324 e 116 prevê R$ 14 bilhões em investimentos

Foto: Divulgação
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O ex-governador da Bahia e candidato ao Senado, Rui Costa (PT), defendeu o modelo de concessão de rodovias e afirmou que o leilão previsto para a BR-324 e a BR-116 deverá resultar em novos investimentos nas estradas. Segundo Rui, a concessão permite que os recursos públicos sejam direcionados para outras áreas, enquanto empresas privadas assumem investimentos e a operação das rodovias.

“Em nenhum país do mundo, governo nenhum cuida sozinho de estrada sem ser concessão. A China tem concessão, os Estados Unidos têm concessão, a Europa tem concessão, o Canadá tem concessão. Eu não conheço o país do mundo que não tem estrada concedida em concessão e cooperativo, eu não conheço”, declarou Rui.

Na avaliação do petista, a administração pública precisa definir prioridades para a aplicação dos recursos arrecadados. Rui citou a saúde como exemplo e afirmou que o setor enfrenta um cenário de subfinanciamento, o que, segundo ele, exige escolhas na destinação do orçamento.

O ex-governador também questionou a utilização de recursos públicos para manutenção de rodovias que, segundo ele, são utilizadas por uma parcela menor da população. Como exemplo, mencionou a BR-116 e o fluxo de pessoas entre Salvador e outras regiões. “A alocação de recursos tem que ser sempre visando o que a maioria usa, que serviço a maioria usa”, afirmou.

Rui também destacou o modelo de financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS), ao comparar o Brasil com outros países. Segundo ele, o país possui um sistema público de saúde gratuito, enquanto outros modelos cobrariam algum valor dos usuários.

Leilão prevê investimentos nas rodovias

Ao abordar especificamente a situação das BR-324 e BR-116, Rui afirmou que o leilão para uma nova concessão já está publicado e prevê investimentos de R$ 14 bilhões. De acordo com ele, a nova empresa deverá realizar intervenções nas duas rodovias.

O petista afirmou ainda que a BR-324 precisa passar por uma reestruturação e relacionou parte dos problemas do trecho entre Feira de Santana e Salvador às características do solo da região.

Segundo Rui, mais da metade do trecho da BR-116 entre Feira de Santana e Salvador está sobre um tipo de solo que sofre alterações quando há grande quantidade de água. Ele explicou que o material pode inchar e provocar deformações no pavimento. “Parece um sabão, quando molha ele incha, ele dilata, então quando ele dilata aí você olha aquela estrada de longe parece uma cobra serpenteando, toda zigue-zague.”

Ainda segundo o ex-governador, a movimentação do solo pode provocar danos ao asfalto, afundamentos e inclinações na pista. Rui afirmou que o contrato da nova concessão prevê a adoção de uma solução de engenharia para enfrentar o problema.

“Então o solo se mexe muito quando ele encharca, ele arrebenta o asfalto, ele afunda, ele inclina a pista, então você precisa usar uma tecnologia e no leilão passado não foi exigido isso, neste leilão tá no contrato que tem que ser refeito esse e tem que se dar uma solução de engenharia que existe”, declarou.

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