O senador eleito pela Bahia, Rui Costa (PT), criticou o modelo de segurança pública do Rio de Janeiro e acusou integrantes de grupos políticos ligados a Flávio Bolsonaro (PL) de exercer influência sobre indicações para cargos nas forças policiais. As declarações foram dadas à Band Bahia, nesta quinta-feira (22), durante entrevista sobre a disputa presidencial.
Ao comentar o tema, Rui Costa questionou a possibilidade de o Rio de Janeiro servir de referência nacional em segurança pública. Segundo ele, a atuação de políticos na escolha de responsáveis por batalhões da Polícia Militar e delegacias representa um problema.
“Os deputados e os senadores não vão pedir cargos políticos para furar poço, para levar água, para fazer pavimentação. Sabe qual é o que eles mais disputam a indicação? De comando de delegacia e de batalhão da PM”, afirmou.
O petista alegou que a influência política sobre essas nomeações pode abrir espaço para relações indevidas entre agentes públicos e criminosos. A declaração foi feita como parte de suas críticas ao cenário político fluminense.
Segurança pública entra na disputa presidencial
Rui Costa também contestou as declarações de Flávio Bolsonaro sobre segurança pública. Para o senador eleito, a experiência política do grupo ligado ao candidato no Rio de Janeiro deve ser considerada na avaliação de suas propostas para o país.
O petista associou o debate sobre segurança às denúncias de envolvimento entre setores da política e o crime organizado e afirmou que o tema deve ser tratado com seriedade durante a campanha presidencial.
As acusações feitas por Rui Costa na entrevista não foram acompanhadas, no trecho fornecido, de documentos ou provas específicas que permitam confirmar as alegações sobre indicações policiais e relações com criminosos.