“Numa casa democrática você tem que fazer o que a maioria deseja”, afirma Carlos Muniz

Foto: Divulgação
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O presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Carlos Muniz (PSDB), afirmou nesta quarta-feira (4) que encara com naturalidade a iniciativa do vereador Alexandre Aleluia (Novo) de antecipar a eleição para a presidência da Casa. Para o tucano, a disputa deve respeitar o princípio democrático e a decisão da maioria dos parlamentares.

“Como democrático que eu sou, respeito e pode ter certeza que para mim acho normal. Numa casa democrática você tem que sempre fazer o que a maioria deseja. É o que eu estou a fazer aqui”, declarou.

Muniz também afirmou que manteria a mesma postura caso o resultado da votação fosse contrário às suas preferências. Segundo ele, agir de outra forma significaria abrir mão de uma convicção que orienta sua trajetória política.

“Jamais iria fazer diferente porque estaria a jogar fora aquilo que eu sempre pensei na minha vida, que é agir dessa forma”, afirmou.

Carlos Muniz não poderá disputar novo mandato

Impedido de concorrer a um terceiro mandato consecutivo à frente da Câmara, Muniz chegou a recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar viabilizar sua candidatura à presidência no biênio 2027–2028. O pedido de liminar, no entanto, foi rejeitado pelo ministro Gilmar Mendes.

Durante a conversa com jornalistas, o presidente da CMS também comentou seu posicionamento em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao recordar o gesto de fazer a letra “L” com as mãos na Câmara, Muniz explicou que sua escolha foi motivada pela avaliação de que o país precisava de um governante comprometido com a população mais vulnerável.

“Eu não votei por mim, eu votei pela maioria das pessoas. Eu votei pela maioria que eu achei que dependia de um presidente democrático, dependia de um presidente que tinha uma visão melhor para aquele povo que mais necessita no Brasil”, explicou.

Eleição para presidência da Câmara será na segunda-feira

Sobre a sucessão no comando da CMS, Muniz disse estar tranquilo e lembrou que poderia deixar a votação para o último dia de atividades legislativas. A decisão, porém, foi antecipar o processo para a próxima segunda-feira (9), conforme requerimento apresentado por Alexandre Aleluia.

“Eu só colocaria para o último dia de sessão para que houvesse essa eleição. Vocês veem que eu estou tão tranquilo que antecipei a eleição para segunda-feira”, concluiu.

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