Na UPB, Zé Cocá propõe teto para cachês de bandas para "salvar" o São João na Bahia

Foto: Divulgação
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O prefeito de Jequié e ex-presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Zé Cocá (PP), fez um alerta contundente nesta terça-feira (20) sobre a explosão nos custos das festas populares. Durante evento na UPB, em Salvador, o gestor defendeu a criação de um teto de gastos para a contratação de bandas e infraestrutura, sob o risco de inviabilizar o São João nos próximos anos. Segundo Cocá, a "inflação" do setor artístico está fora dos padrões e asfixia as finanças das cidades de pequeno e médio porte, projetando que, se o ritmo de aumento persistir, o custo do São João de Jequié pode saltar de R$ 5 milhões para quase R$ 15 milhões em curto prazo.

 

A proposta de Zé Cocá é que a UPB, sob a liderança do atual presidente Wilson Cardoso, estabeleça critérios e um diálogo com o Ministério Público e o Tribunal de Contas para definir preços médios de mercado. A ideia é evitar o "leilão" de datas que inflaciona os cachês, lembrando que valores que antes realizavam festas inteiras hoje não cobrem sequer a montagem de palcos. Paralelamente ao controle de gastos, o evento na UPB focou na mobilização pela PEC nº 5/2025, articulada pelo senador Angelo Coronel (PSD/BA), que visa reduzir a alíquota da contribuição patronal do INSS para 8% nos municípios do interior, medida considerada vital para o equilíbrio fiscal das prefeituras em 2026.

 

Mesmo com as críticas à alta dos preços, Jequié segue como protagonista no cenário junino, tendo inclusive aberto recentemente o edital de credenciamento de artistas para o São João 2026. O prefeito reforçou que a intenção não é acabar com a tradição, mas garantir que os municípios tenham condições reais de pagar pelas festas sem comprometer serviços essenciais. A criação do Regime Especial de Contribuição Patronal Previdenciária (SIMPLES Municipal) também foi defendida como uma ferramenta necessária para dar fôlego financeiro aos gestores e permitir que a alegria do povo baiano não seja interrompida por colapsos orçamentários.

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