O senador Jaques Wagner (PT-BA) questionou, nesta terça-feira (13), a divulgação de informações de uma investigação envolvendo o caso Master às vésperas de sua convenção partidária, realizada com a presença do presidente Lula (PT). Em entrevista ao programa Balanço Geral, da Rádio Sociedade da Bahia, o petista afirmou que o episódio teve repercussão política e contestou a coincidência entre a retirada do sigilo do processo e a agenda partidária.
Ao comentar uma pergunta sobre a disputa acirrada pelo Senado e a possibilidade de o episódio ter impactado sua votação, Wagner reconheceu que a divulgação ocorreu em um momento decisivo da pré-campanha.
“É óbvio que o episódio foi muito em cima da hora, foi 18 de junho, então aquilo ficou rendendo”, declarou.
O senador também chamou a atenção para o momento em que o sigilo da investigação foi levantado, na véspera da convenção que contou com a participação de Lula. Para Wagner, a proximidade entre os acontecimentos levanta questionamentos sobre a coincidência das datas.
“Só se eu acreditasse em elefante voando, para não dizer que não acreditasse em Papai Noel. Pelo amor de Deus, vai me dizer que é coincidência levantar o sigilo da investigação na sexta-feira, véspera do sábado, que era a minha convenção?”, afirmou.
Durante a entrevista, Wagner também foi questionado se, sem a repercussão do caso, poderia ter alcançado uma votação entre 1,5 milhão e 2 milhões de votos. O senador respondeu que não acredita que ultrapassaria a votação obtida pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT).
A declaração ocorre em meio às discussões sobre o cenário eleitoral baiano e os efeitos da repercussão política do caso Master. Wagner, no entanto, não apresentou elementos que comprovem uma relação direta entre a divulgação da investigação e o resultado eleitoral.