“É óbvio que impacta”, diz Jaques Wagner sobre repercussão do caso Master nas eleições

Foto: Divulgação
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Senador afirma que notícias envolvendo suspeitas de corrupção tiveram efeito político, agradece aos eleitores e contesta a tese apresentada pela Polícia Federal ao ministro André Mendonça, do STF.

O senador Jaques Wagner (PT-BA) reconheceu que a repercussão do caso Banco Master teve impacto no cenário eleitoral, mas afirmou que manteve a confiança em uma vitória expressiva durante a campanha. Em entrevista à Rádio Sociedade da Bahia, nesta terça-feira (13), o parlamentar agradeceu aos eleitores e voltou a contestar as suspeitas investigadas pela Polícia Federal (PF).

“Agora é óbvio, se você me perguntar, impactou? É óbvio que impacta. Ver uma notícia sobre uma pessoa que tem uma história longa na Bahia, colocando uma coisa de corrupção, impacta”, declarou Wagner.

O senador disse que as pesquisas eleitorais indicavam uma disputa acirrada, mas relatou que sentia confiança no resultado durante as viagens pelo interior do estado.

“As pesquisas sempre davam essa impressão de que estava disputado. Eu, andando pelo interior, tinha muita segurança de que a gente ia ter uma vitória boa, como acabou tendo”, afirmou.

“Os baianos chancelaram a minha vitória”

Ao comentar o resultado das urnas, Wagner agradeceu aos eleitores baianos e mencionou os aliados Jerônimo Rodrigues e Rui Costa.

“Mas, graças a Deus, os baianos chancelaram a minha vitória, de Jerônimo, de Rui. Vamos continuar trabalhando”, disse.

O senador reconheceu que notícias associando seu nome a suspeitas de corrupção poderiam repercutir politicamente, especialmente diante de sua trajetória na Bahia. Ainda assim, afirmou que o resultado eleitoral confirmou sua confiança na campanha.

Wagner contesta investigação da Polícia Federal

Durante a entrevista, o parlamentar voltou a negar culpa e ressaltou a diferença entre ser investigado e ser condenado.

“Eu não sou culpado, eu sou investigado”, declarou.

A Polícia Federal apura suspeitas relacionadas a possíveis vantagens indevidas envolvendo o senador e pessoas ligadas ao empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master. A investigação integra a Operação Compliance Zero. Wagner nega irregularidades e sua defesa contesta as medidas adotadas no caso. <Cite refs={[“turn545466search4”,“turn545466search10”]}/>

O senador também afirmou que pretende demonstrar que a tese apresentada pela Polícia Federal ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), não se sustenta.

“[…] A gente vai provar que a tese da Polícia Federal levada para o ministro André Mendonça é absolutamente inconsistente”, afirmou.

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