Pré-candidato à Presidência pelo PL afirmou, em entrevista ao Canal Livre, que eventual privatização será analisada caso a caso e destacou capacidade de investimento da iniciativa privada
O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, afirmou durante entrevista ao programa Canal Livre, da TV Bandeirantes, que é favorável às privatizações e que, em um eventual governo, pretende analisar individualmente quais empresas estatais teriam condições de passar para a iniciativa privada.
“Eu sou a favor das privatizações”, declarou Flávio ao ser questionado sobre o futuro de empresas públicas, entre elas os Correios.
Apesar de defender a privatização, o senador ressaltou que a decisão deverá considerar a situação de cada estatal. Segundo ele, não seria possível estabelecer uma política automática para todas as empresas públicas.
“Vamos analisar caso a caso, sim, e aquelas que forem possíveis de serem privatizadas”, afirmou.
Correios no centro da discussão
Ao abordar especificamente os Correios, Flávio Bolsonaro questionou a viabilidade de uma eventual venda da empresa diante da situação financeira atual.
“Será que os Correios hoje alguém se interessaria por comprar os Correios? Com essa dívida absurda que ele tem?”, questionou.
Na avaliação do senador, a situação seria diferente em períodos anteriores, quando a empresa apresentava condições financeiras mais favoráveis.
Flávio afirmou que os Correios chegaram a registrar superávit durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e disse que a empresa chegou a integrar o processo de estudos para privatização.
“Nós chegamos a sanear no governo do presidente Bolsonaro”, declarou.
Segundo o senador, os Correios teriam alcançado mais de R$ 3 bilhões de superávit durante aquele período.
Iniciativa privada como fonte de investimentos
Flávio Bolsonaro também defendeu a transferência de determinadas empresas para o setor privado como forma de ampliar a capacidade de investimento.
Para o pré-candidato, a iniciativa privada teria mais recursos disponíveis para realizar investimentos do que o governo, cujo orçamento estaria limitado pelas demais despesas públicas.
“Porque a iniciativa privada vai ter muito mais capacidade de investimento do que o governo tem disponível no seu orçamento”, afirmou.
A partir desse entendimento, Flávio disse que as empresas que apresentarem condições para uma eventual privatização deverão ser avaliadas.
“Aquelas que forem possíveis de serem privatizadas, porque a iniciativa privada vai ter muito mais capacidade de investimento, a gente vai avaliar sim”, declarou.
Petrobras também é citada
Durante a resposta, o senador mencionou ainda a Petrobras entre as empresas que, em sua avaliação, poderiam ser consideradas em uma política de desestatização.
Flávio afirmou que o governo Bolsonaro chegou a discutir medidas relacionadas à privatização de estatais, mas que o processo não avançou como planejado.
Segundo ele, a pandemia de Covid-19 e o tempo restante de governo dificultaram a execução de parte da agenda.
“Eu considero”, afirmou Flávio ao mencionar a Petrobras entre as empresas que poderiam entrar nessa discussão.