Aladilce Souza critica falta de transparência em projeto de segurança

Foto: Divulgação
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A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Salvador (CMS) nesta segunda-feira (4) para criticar a forma como o Executivo enviou à Casa o projeto que estabelece a política municipal de segurança. Segundo a parlamentar, a proposta chega com atraso de quase uma década e sem o devido diálogo com as instituições e a sociedade civil.

Aladilce destacou que o município já deveria ter se adequado ao Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), instituído por lei federal em 2016, mas que a gestão municipal manteve os planos apenas no papel até o momento atual.

"Esse projeto estabelece a política municipal de segurança, que visa adequar o município à lei federal do SUSP. Desde 2016 esse sistema foi instituído nacionalmente e a Prefeitura já deveria ter feito. Apenas montaram um conselho e o conselho não saiu do papel. Esse conselho deveria ter organizado um debate com a população para construir o projeto, mas não fizeram isso", afirmou a vereadora.

Para a parlamentar, o envio da matéria neste momento possui motivações políticas claras, além de carecer de identidade local, uma vez que teria sido formulado por uma consultoria externa sem a participação de quem vive o dia a dia da cidade.

"É importante a gente marcar porque isso é um movimento que o prefeito está fazendo apenas porque é ano eleitoral. Manda para cá um projeto sem a escuta da sociedade; contratou uma empresa de fora para montar. Isso não vai representar as opiniões das diversas instituições e do povo em geral, considerando que segurança pública é um problema complexo", disparou Aladilce.

A vereadora reforçou que, devido à importância do tema e à ausência de transparência, a bancada de oposição — composta por ela e pelos vereadores Marta Rodrigues, Hamilton Assis e Hélio Ferreira — decidiu pedir vista do projeto nas comissões conjuntas para analisar a proposta com mais profundidade e cobrar a participação popular.

"Envolve também o nível estadual e federal, então é um projeto da maior importância, mas chega aqui sem participação e sem escuta da população. O que nós fizemos quando o relator apresentou o projeto foi pedir vista e fizemos esse voto conjuntamente", concluiu a comunista.

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