Candidato afirma que problema precisa ser reconhecido e propõe ampliar hospitais no interior, fortalecer unidades municipais e contratar atendimento na rede privada em casos graves
O candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) voltou a colocar a fila da regulação entre os principais problemas da saúde pública no estado durante entrevista à Sociedade, nesta quarta-feira (16). Ao comentar relatos de pacientes que aguardam por atendimento, ele criticou a situação atual e apresentou propostas que, segundo ele, seriam adotadas para reduzir o tempo de espera.
Neto afirmou que o primeiro passo seria reconhecer a existência do problema.
“Antes de tudo, tem que reconhecer o problema. Reconhecer o problema. O problema existe, é sério, é grave”, declarou.
Durante a entrevista, o candidato também fez referência a uma declaração atribuída ao governador Jerônimo Rodrigues sobre o tempo de espera para internamento. Neto questionou a afirmação e contrapôs com relatos de pacientes que, segundo ele, enfrentam períodos prolongados aguardando atendimento.
A fila da regulação é um dos temas recorrentes no debate político sobre a saúde na Bahia. Em entrevistas recentes, Neto voltou a apresentar o Pix Saúde como uma das medidas para enfrentar o problema. (Política ao Ponto)
Mais hospitais no interior
A primeira frente apresentada pelo candidato é a ampliação da estrutura hospitalar fora da capital.
Neto afirmou que pretende aumentar o número de hospitais no interior, com expansão de leitos, atendimentos de urgência e emergência, UTIs e serviços especializados.
“Existe uma deficiência muito grande de leitos hospitalares, de atendimentos de urgência e emergência, de UTIs e de atendimentos especializados, a começar dos serviços de oncologia no interior”, afirmou.
Segundo ele, a descentralização seria necessária para reduzir a pressão sobre os hospitais estaduais e evitar que pacientes do interior precisem ser transferidos para outras regiões em busca de atendimento especializado.
Parceria com hospitais municipais
A segunda medida apresentada pelo candidato envolve uma maior participação dos municípios na rede de atendimento.
Neto propõe parcerias entre o Governo do Estado e as prefeituras para ampliar, reformar e equipar hospitais municipais, além de contratar profissionais.
“Muitos dos serviços que hoje são direcionados para a rede pública estadual, para os hospitais estaduais, podem ser resolvidos em hospitais municipais se eles tiverem melhores condições de funcionamento”, afirmou.
Na avaliação do candidato, o financiamento estadual poderia ajudar municípios que não possuem recursos suficientes para manter ou ampliar determinadas estruturas hospitalares.
“O prefeito sozinho não consegue pagar a conta. É aí onde entra o Governo do Estado”, disse.
Como funcionaria o Pix Saúde
A terceira frente é o chamado Pix Saúde, proposta que prevê a contratação de atendimento em hospitais particulares e filantrópicos quando não houver vaga disponível na rede pública para pacientes em situações graves.
Neto explicou que a prioridade continuaria sendo o atendimento em hospitais públicos.
“A prioridade é internar no hospital público. Mas se não tem a vaga no hospital público, aí é preciso tomar a decisão de salvar a vida da pessoa”, afirmou.
Nessa situação, segundo a proposta, o governo estadual pagaria diretamente pelo tratamento realizado em uma unidade privada credenciada.
“Vamos direcionar aquele paciente para um hospital particular, o tratamento vai ser feito na rede particular e o governo do Estado vai pagar a conta para salvar a vida da pessoa. Esse é o PIX Saúde”, declarou.