O senador participou de mais uma etapa do PGP no bairro de Cajazeiras, em Salvador, e comparou o método petista de governar com o da oposição
O senador Jaques Wagner (PT-BA) transformou o Metrô de Salvador em símbolo do legado das gestões petistas na Bahia durante mais uma etapa do Programa de Governo Participativo (PGP) 2026, nesta quarta-feira (15). Ao recordar o cenário encontrado em 2007, Wagner foi direto: “Em Brasília, falavam que o metrô era de calça curta, que saía do nada para lugar nenhum”. O senador disse que a solução foi puxar a responsabilidade para o “colo do estado”, com apoio de Lula. “Hoje, nós investimos meio bilhão de reais por ano para poder manter o metrô funcionando do jeito que vocês conhecem, que dá orgulho em todo mundo”, acrescentou.
O contraste veio em seguida, com críticas ao grupo de oposição que comanda a prefeitura da capital baiana. Wagner afirmou que o ex-prefeito licitou as linhas de ônibus cobrando dos empresários, em vez de investir para baratear a tarifa. “Se um empresário, para ter uma linha de ônibus, teve que pagar à prefeitura, de onde é que ele vai tirar esse dinheiro?”, refletiu, sugerindo repasse dos custos ao povo.
A reflexão do parlamentar continuou: “Vocês gostam de coisa ruim? Eu gosto de coisa boa. Dar a vitória para esses caras em Salvador é dizer que a gente gosta de coisa ruim”. O recado era ao eleitorado de Salvador, onde Cajazeiras, com mais de 145 mil eleitores, tem sido palco de disputa acirrada.
Hora de suar a camisa
Wagner convocou, então, os presentes a se engajarem nos Comitês Populares de Luta, lançados no próprio evento como ferramenta de mobilização para a reeleição de Lula e do governador Jerônimo Rodrigues. “Vamos suar camisa, perder umas horinhas de noite ou de manhã para conversar com o vizinho, com o amigo, com o irmão. Vocês têm um leque de lideranças aqui. Nós temos que reeleger o presidente Lula”, apelou.
Além da atuação presencial, os Comitês Populares de Luta preveem ações coordenadas de comunicação digital para ampliar o alcance das informações sobre as políticas públicas do governo federal e fortalecer o diálogo com diferentes segmentos da sociedade. O evento em Salvador contou com a presença do ex-ministro Rui Costa, do vice-governador Geraldo Júnior, do ministro Guilherme Boulos e do presidente nacional do PT, Edinho Silva.
Wagner encerrou dizendo que a próxima eleição não é importante só para a Bahia e o Brasil, mas para o mundo todo. “A eleição do presidente Lula tem repercussão mundial, porque ele é, sem dúvida nenhuma, o maior líder mundial do planeta. Ele representa a liberdade, a democracia, a soberania e o respeito a cada um de nós.”