A pré-candidata a deputada estadual Rowenna Brito (PT) afirmou, nesta quarta-feira (15), que o grupo político liderado pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) representa, na Bahia, o campo de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi feita durante o lançamento do Comitê Popular de Apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizado no bairro de Cajazeiras, em Salvador.
Antes de abordar o cenário político, Rowenna destacou a presença de lideranças petistas no evento e afirmou que o encontro simboliza o compromisso do partido com a população da capital baiana.
"Eu tenho um time comprometido com Salvador, comprometido com a Bahia. Trazer pra cá, pra Cajazeiras, o presidente Edinho Silva, nosso governador Jerônimo, o senador Rui Costa, Jaques Wagner, todo o nosso time, pra ouvir Cajazeiras e afirmar nosso compromisso com esse bairro, que tem uma história importante e uma população significativa", declarou
Ao comentar a disputa eleitoral na Bahia, a petista afirmou que não há dúvidas sobre o posicionamento político da oposição ao governo estadual e associou o grupo comandado por ACM Neto ao bolsonarismo.
"Todo mundo sabe que o candidato da oposição do nosso projeto é o time de Bolsonaro. Na eleição passada ficou em cima do muro, mas qualquer um não serve. Serve Lula, que está construindo um projeto para o Brasil", afirmou.
Na sequência, Rowenna reforçou as críticas ao grupo político que administra a capital baiana e disse que a base governista pretende fazer oposição ao que classificou como um projeto de retrocesso.
"O time que governa Salvador, a gente já sabe em quem vota, vota no time de Bolsonaro. E a gente está aqui para ser a resistência. Aqui na Bahia a gente não vai aceitar retrocesso", declarou.
A pré-candidata também direcionou críticas aos indicadores educacionais de estados administrados pelo União Brasil. Segundo ela, os resultados de aprovação escolar apresentados por essas unidades da federação merecem acompanhamento mais rigoroso.
"Todos os estados governados pelo União Brasil têm apresentado uma aprovação muito estranha dos estudantes. Existe um comportamento que chama atenção em relação aos indicadores e aos dados", afirmou.
Rowenna sugeriu que os números sejam acompanhados de perto pela imprensa e pelos órgãos responsáveis.
"A minha sugestão é que a imprensa coloque os olhos nesses estados para verificar esses indicadores", disse.
Ao defender a política educacional da Bahia, a petista afirmou que o governo estadual prioriza ações voltadas à permanência dos estudantes na escola e negou a adoção de mecanismos de aprovação automática.
"Aqui na Bahia, a gente não tem aprovação automática. Temos um esforço grande para garantir a permanência da juventude na escola e ampliar o acesso à universidade", concluiu.