“Vai terminar sendo uma eleição mais policialesca do que eleitoral”, diz Ângelo Coronel

Foto: Divulgação
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O senador Ângelo Coronel (Republicanos-BA) afirmou que a disputa presidencial de 2026 corre o risco de ser marcada mais por investigações e acusações do que pela apresentação de propostas aos eleitores. A declaração foi dada nesta quarta-feira (8), durante entrevista a uma emissora de rádio.

Ao comentar as investigações envolvendo possíveis candidatos, Coronel ressaltou que, no caso de Flávio Bolsonaro, não há condenação e que cabe às autoridades competentes apurar os fatos.

"No caso do Flávio, como você falou, não tem nenhuma condenação. Tem aí suspeitas e essa suspeita, ele está se defendendo e vai caber à Justiça, à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República julgar os fatos e as provas que têm. A mesma coisa também tem de outros candidatos", afirmou.

Na avaliação do senador, o debate eleitoral pode acabar sendo dominado por temas ligados à esfera policial e judicial, em detrimento da discussão sobre soluções para os problemas do país.

"Pelo que eu estou entendendo, vai terminar sendo uma eleição mais policialesca do que eleitoral. Vai terminar sendo uma eleição de quem errou menos, quem cometeu mais falcatrua, quem pisou mais na bola. Não vai se preocupar com as propostas de melhorar a situação do povo brasileiro. Vai se preocupar somente em se defender, se é culpado ou não", declarou.

Coronel também defendeu que os candidatos priorizem a apresentação de projetos para o futuro do Brasil, especialmente voltados à juventude.

"A gente não quer, no Brasil, candidatos que vão pegar o programa eleitoral gratuito de rádio, televisão, blogs ou internet somente para se defender. A gente quer candidato que venha apresentar propostas. O Brasil precisa de propostas. A juventude brasileira está sem propostas, clama por prosperidade e por ter condição de ganhar o seu próprio dinheiro sem precisar de CLT. Essa juventude está desanimada, ela não está vendo horizonte", concluiu.

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