O senador Ângelo Coronel (Republicanos-BA) criticou a lentidão das obras da FIOL e do Porto Sul, em Ilhéus, mas defendeu que os empreendimentos são fundamentais para o desenvolvimento econômico da Bahia e do Nordeste. A declaração foi dada nesta quarta-feira (8), durante entrevista a uma emissora de rádio.
Questionado se o complexo logístico se transformaria em mais um "elefante branco", o parlamentar afirmou que acredita na conclusão do projeto, embora reconheça que o ritmo das obras está muito abaixo do esperado.
"Já fizeram o pátio do Porto Sul, em Ilhéus, mas o porto ainda não existe. Todos os ilheenses sabem disso. A FIOL continua em passos bem lentos", afirmou.
Segundo Coronel, a ferrovia e o porto terão papel estratégico para a economia brasileira ao facilitar o escoamento da produção agrícola e mineral, além de reduzir custos com a importação de fertilizantes.
"Essa obra vai ser uma redenção para a região. Você vai levar minério de ferro para exportação, vai trazer fertilizantes de volta, porque 80% do fertilizante que o Brasil utiliza é importado. Sem fertilizante não tem alimento, e o Brasil é o terceiro maior produtor de alimentos do mundo", disse.
O senador acrescentou que a FIOL permitirá o transporte de soja, algodão, minério e outros produtos do agronegócio pelo Porto Sul, fortalecendo a logística da Bahia.
Apesar do potencial econômico do projeto, Coronel voltou a lamentar a demora na execução das obras.
"Vai ser uma grande redenção, mas também em passos lentos. As obras estruturantes que o nosso Estado precisa, que o nosso Nordeste precisa, infelizmente estão só no papel ou andando a passos de cagado, a passos de tartaruga", criticou.