Com o segundo turno presidencial definido entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), o senador eleito pela Bahia Rui Costa (PT) afirmou que as lideranças políticas do estado poderão ampliar a atuação em favor da campanha petista para além do território baiano. A declaração ocorreu após o encerramento do primeiro turno, neste domingo (4).
Rui afirmou que prefeitos, prefeitas e lideranças parlamentares da Bahia estão disponíveis para participar da mobilização nacional. Segundo ele, a atuação poderá ocorrer tanto no estado quanto em outras unidades da Federação, caso a coordenação da campanha considere necessário.
“A independência do Brasil se consolidou na Bahia, e a Bahia participará de forma muito decisiva. (...) Nós nos colocaremos à disposição do presidente Lula não só para atuar e militar dentro da Bahia, mas, se for necessário, militar em outros estados.”
O senador eleito também defendeu que a campanha petista passe rapidamente a discutir uma estratégia para a nova etapa da eleição. Rui disse que pretende conversar com Lula ainda neste domingo para tratar da organização da campanha.
“Ainda não falamos com o presidente, mas ainda vamos falar essa noite, nos colocar à disposição dele para, a partir de amanhã, montarmos uma estratégia nacional.”
Rui: segundo turno terá dinâmica diferente
Na avaliação de Rui, a mudança do primeiro para o segundo turno altera a dinâmica da disputa presidencial. Com apenas dois candidatos na corrida, o petista afirmou que o debate eleitoral deverá se concentrar em dois campos políticos.
“Segundo turno sempre é uma outra eleição. São dois a dois, mano a mano, facilita inclusive os debates, porque ao invés de ter 5, 6, 7, 8 candidatos, temos dois blocos de ideias.”
A disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro foi confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral após a apuração do primeiro turno. Com 99,99% das urnas contabilizadas na atualização divulgada pelo TSE, Flávio tinha 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula somava 45,16%.
Na Bahia, Lula terminou o primeiro turno com 66,17% dos votos válidos, contra 28,53% de Flávio Bolsonaro, segundo os dados de apuração disponíveis para o estado.