O alcance das ações do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi apresentado pelo candidato ao Senado pelo PT da Bahia, Rui Costa, como demonstração da gestão democrática do governo do presidente Lula. Durante sabatina realizada pela TV Aratu, na tarde desta quarta-feira (19), o ex-ministro da Casa Civil defendeu que o seu grupo político, encabeçado nacionalmente pelo candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva, não utiliza critérios partidários para definir investimentos públicos.
“Eu tenho orgulho de poder chegar aqui na Aratu, olhar para a televisão, olhar no olho das pessoas e dizer, 99% dos municípios brasileiros, vou repetir, 99% foram beneficiados com alguma ação do PAC, ou uma obra ou um equipamento. Obviamente, desses 99% tem aí uma grande quantidade de prefeitos que não são aliados do presidente e que não votaram no presidente”, declarou.
Segundo Rui, entre os municípios beneficiados estão administrações comandadas por prefeitos que não apoiam politicamente o presidente. Para ele, a política de investimentos deve priorizar as demandas da população, independentemente da posição partidária dos gestores.
"Essa é a forma da gente fazer política, de respeitar quem está precisando da creche, quem está precisando de saúde, quem está precisando do hospital e não ficar olhando a cor partidária do prefeito”, afirmou.
Rui, que concorre ao lado de Jaques Wagner às duas vagas do Senado, foi responsável pela coordenação do PAC durante o último governo do presidente Lula, que busca reeleição no pleito de outubro.
Como exemplo, o candidato citou Salvador, onde, segundo ele, o governo federal autorizou recursos para a construção de uma policlínica solicitada pela prefeitura. Rui afirmou que os recursos estavam liberados desde o início de 2024 e que a obra só teria começado quase dois anos depois.
Durante a sabatina, Rui Costa também comparou a relação entre o governo federal e a Bahia durante sua gestão como governador. Ele afirmou que enfrentou dificuldades para obter recursos federais durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Disse ainda que precisou recorrer ao Supremo Tribunal Federal para garantir recursos destinados à manutenção de hospitais e às Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) na Bahia.