“Uma pessoa remando para a frente e outra para trás”: Rui Costa explica tese sobre voto casado

Foto: Divulgação
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A escolha de candidatos de diferentes grupos políticos nas eleições majoritárias foi tema de questionamento a Rui Costa (PT) durante sabatina na TV Aratu, nesta quarta-feira (19). Candidato ao Senado, o ex-governador reconheceu a liberdade do eleitor na cabine de votação, mas defendeu que a combinação de votos entre presidente, governador e senador pode facilitar a execução de projetos considerados estratégicos para a Bahia.

Rui utilizou exemplos de outros países para sustentar seu argumento de que a sintonia entre diferentes níveis de governo pode favorecer a implementação de propostas.

“O eleitor é livre quando entra na cabine. Agora, eu tenho pedido às pessoas que votem casado”, afirmou.

Na sequência, o petista comparou a articulação entre os diferentes cargos eletivos ao funcionamento de uma embarcação, destacando a importância de governos alinhados politicamente.

“Se você coloca um presidente com uma proposta, um governador com outra e um senador com outra, é como botar uma pessoa num barco remando para a frente e a outra remando para trás: o barco não sai do lugar”, declarou.

Rui citou ainda países europeus, como a Alemanha, para defender que a escolha de representantes de um mesmo projeto político poderia contribuir para a execução das propostas apresentadas durante a campanha.

“Em muitos países da Europa, como a Alemanha, ao escolher um projeto, você viabiliza que aquela proposta seja implementada”, disse.

O candidato também destacou a relação entre os governos estadual e federal e afirmou que a articulação política pode contribuir para a atração de investimentos para a Bahia.

Apesar de defender o chamado “voto casado”, Rui reforçou que a decisão final pertence ao eleitor e que o voto é secreto.

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