Rui Costa diz que classificar facções como terroristas não muda combate ao crime

Foto: Divulgação
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O candidato ao Senado pela Bahia, Rui Costa (PT), criticou a possibilidade de classificar facções criminosas como grupos terroristas durante entrevista à Piatã FM. Para o ex-governador, a mudança na classificação não produziria efeitos no combate ao crime e teria implicações políticas relacionadas à atuação dos Estados Unidos.

Segundo Rui, o enquadramento de facções como organizações narco-terroristas não alteraria as medidas de enfrentamento à criminalidade. Para ele, essa classificação tem viés apenas político-eleitoral, além de promover uma submissão ao governo dos Estados Unidos.

“Isso aí só ganha um aspecto político de submissão aos Estados Unidos. Isso aí não muda nada no combate. O que muda é só abrir a possibilidade dos Estados Unidos ficarem intervindo nos países ou no Brasil”, afirmou.

O candidato também criticou a posição atribuída por ele à família Bolsonaro em relação à classificação das organizações criminosas. Rui afirmou que o grupo defenderia uma relação de submissão do Brasil aos Estados Unidos e utilizou o termo “baboseira” para se referir à proposta.

“Isso é uma baboseira pregada pela família Bolsonaro, que não defende a autonomia do Brasil, que defende que o Brasil fique de joelho para os Estados Unidos”, declarou Rui durante a entrevista.

Ao abordar a política externa, o candidato defendeu que o Brasil mantenha relações com diferentes países sem se submeter às decisões de governos estrangeiros. “Nós defendemos que o Brasil tenha uma relação de amizade com todos os países, uma relação de amizade com os Estados Unidos, com a China, com a Europa, mas não ficar de joelho para nenhum país do mundo, seja China ou Estados Unidos”, concluiu.

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