Robson Wagner: Campanhas com IA exigirão comprovação de veracidade e alerta: “não é terra sem lei”

Foto: Divulgação
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Durante entrevista concedida nesta terça-feira (24) ao programa Jornal da Band de Olho na Bahia, o publicitário Robson Wagner afirmou que pretende utilizar inteligência artificial nas campanhas eleitorais, mas fez um alerta sobre os limites legais e os riscos do uso indevido da tecnologia.

Questionado sobre o impacto da IA no rumo das eleições, Wagner foi direto: “Vou usar, porque eu preciso estar atualizado”. Apesar disso, destacou que o cenário mudou recentemente após decisões da Justiça Eleitoral, mencionando medidas associadas ao ministro Cássio Nunes Marques, que estabeleceram regras mais rígidas para o uso da tecnologia no período eleitoral.

Segundo o publicitário, uma das principais mudanças está na inversão do ônus da prova. Ou seja, quem divulga um conteúdo passa a ser responsável por comprovar sua veracidade, mesmo sem contestação prévia por adversários. “Se eu uso a imagem de alguém, cabe a mim provar que aquilo é verdadeiro”, explicou.

Wagner ressaltou que a inteligência artificial pode ser uma aliada importante nas campanhas, desde que usada de forma ética. Para ele, a tecnologia deve servir para potencializar qualidades reais dos candidatos, e não para criar conteúdos enganosos. “É um facilitador, mas não pode ser usada para promover mentiras”, afirmou.

Ele também alertou para as consequências do uso indevido da IA. De acordo com Wagner, a criação de conteúdos falsos pode resultar em punições severas, como multas e até a cassação de candidaturas. “Assim que colocar algo falso no ar, você será notificado a provar que aquilo é verdade”, disse.

O publicitário ainda criticou a percepção de que a tecnologia pode ser usada livremente para manipulação de imagens e vozes. Para ele, esse entendimento é equivocado e perigoso no contexto eleitoral, especialmente diante das novas regras.

Ao final, Wagner reforçou que o uso da inteligência artificial nas campanhas será inevitável, mas dependerá de responsabilidade e compromisso com a verdade para não comprometer a lisura do processo eleitoral.

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