O deputado estadual Robinson Almeida (PT) criticou duramente a atuação do deputado Diego Castro (PL) durante o episódio ocorrido nesta quinta-feira (20) na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Facom-UFBA), em Ondina. A ação do parlamentar terminou em confronto com estudantes, com registros em vídeo de agressões físicas contra alunos. O acontecimento também foi repudiado pela UFBA, que pediu medidas da Assembleia Legislativa.
“Isso é coisa de arruaceiro e de moleque. Um deputado estadual não pode entrar numa universidade, cercado de seguranças, e achar que pode resolver qualquer situação na base da intimidação", afirmou.
Ex-secretário de Comunicação do Estado, Robinson também destacou que a conduta de Diego Castro não condiz com o exercício responsável de um mandato parlamentar.
"Isso não é fiscalização, não é exercício do mandato. É desrespeito às instituições”, afirmou Robinson.
Em nota oficial, a UFBA afirmou que a situação foi marcada por “violência e intimidação” e informou que um estudante ficou ferido após ser empurrado por um integrante da segurança que acompanhava o deputado. A universidade também comunicou o registro de Boletim de Ocorrência e a realização de exame de corpo de delito.
Para Robinson, que comandou a Secretaria de Comunicação do Estado nos governos Jaques Wagner, a política precisa ser exercida com responsabilidade e respeito ao ambiente institucional e democrático, em que o debate acontece no campo das ideias, e não dá violência, especialmente em uma universidade pública.
“Eu fui secretário de Comunicação e sei da importância que as universidades têm para o debate público, para a liberdade de expressão e para a democracia. A universidade não pode ser transformada em palco para provocação, intimidação ou confronto. Quem exerce mandato tem obrigação de dar exemplo”, declarou.
O petista também prestou solidariedade aos estudantes da Facom e criticou os episódios de agressão registrados durante a ação.
“Minha solidariedade aos estudantes que estavam ali e acabaram sendo vítimas dessa situação. Se houve agressão, como mostram os registros, isso precisa ser apurado e responsabilizado. Não podemos aceitar que a força física seja utilizada como método de fazer política”, refletiu. “Democracia não é cada um fazer o que quer. Existem regras, existem instituições e existem caminhos para denunciar e fiscalizar. O mandato parlamentar não dá a ninguém o direito de constranger, intimidar ou agredir estudantes. Isso é inadmissível”, concluiu.