Quinho Tigre reforça amizade com Rui Costa, mas mantém mistério sobre 2026: "Futuro pertence a Deus"

Foto: Divulgação
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O ex-prefeito de Belo Campo e ex-presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Quinho Tigre (PSD), atraiu os holofotes nesta quinta-feira (12) ao chegar ao Circuito Campo Grande para a abertura do Carnaval de Salvador. O que chamou a atenção foi a sua companhia: o ministro da Casa Civil e ex-governador, Rui Costa (PT). O gesto ocorre em meio a intensas especulações que apontam Quinho como um dos nomes cotados para a vaga de vice-governador na chapa da oposição, liderada por ACM Neto (União), em 2026.

Ao ser questionado sobre a proximidade com o ministro petista, Quinho foi enfático ao separar a política da amizade pessoal, embora tenha reconhecido a importância institucional da relação. "Claro, eu sou amigo do ministro Rui Costa há anos. Fui correligionário dele durante os oito anos que ele foi governador da Bahia e, naturalmente, tenho uma relação próxima com ele. No Carnaval a gente tem que estar perto de quem a gente gosta. Estar ao lado de um ministro da Casa Civil não é em qualquer Carnaval, principalmente se tratando de Bahia", afirmou o ex-gestor.

Quinho também fez questão de ressaltar o apoio que recebeu de Rui Costa em sua trajetória à frente da UPB, destacando que o Carnaval é um espaço de diversidade e, também, de intensas articulações políticas. "Tenho a certeza que ele me ajudou muito quando fui presidente da UPB. Estar aqui ao lado dele é um prazer imenso. Carnaval é isso: alegria, diversidade, muita gente e muita política também envolvida", ponderou, sem fechar portas para nenhum dos lados do espectro político baiano.

Sobre as especulações de que estaria de malas prontas para o grupo de ACM Neto, Quinho manteve a cautela e evitou definições imediatas, estipulando um prazo para o desfecho das negociações partidárias. "O futuro pertence a Deus. Nós teremos aí os próximos 60 dias que definirão as questões políticas na Bahia", concluiu. A movimentação de Quinho é vista por analistas como um "jogo duplo" estratégico: enquanto mantém o diálogo com o governo federal, ele se consolida como uma peça valiosa para a oposição devido à sua forte influência entre os prefeitos do interior baiano.

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