Presidente da Associação Comercial conclama união do setor produtivo e dispara sobre escala 6 x 1: "há pressas e as particularidades"

Foto: Divulgação
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A presidente da Associação Comercial da Bahia, Isabela Suarez, afirmou nesta segunda-feira (11) que o debate sobre o fim da escala 6x1 precisa considerar os efeitos econômicos da medida sobre o custo de vida e o mercado de trabalho. A declaração foi dada ao Classe Política durante reunião com empresários e lideranças do setor produtivo na sede da ACB, em Salvador.

Em uma das falas mais contundentes do encontro, Isabela questionou os impactos práticos da proposta para a população brasileira e defendeu que a discussão seja conduzida sem precipitação.

“Qual vai ser o impacto na geladeira do povo brasileiro? O que isso realmente traz de positivo?”, disparou.

A dirigente empresarial afirmou que o debate não deve ser tratado de forma ideológica e pediu análise técnica sobre os reflexos da redução da jornada de trabalho em diferentes setores da economia.

“Ninguém está querendo ir contra a discussão. Dignidade humana se discute em qualquer civilização. O problema são as pressas e as particularidades”, declarou.

Segundo Isabela, representantes de diversos segmentos produtivos participaram do encontro para apresentar preocupações relacionadas à informalidade, desemprego, produtividade e capacidade de adaptação das empresas às possíveis mudanças trabalhistas.

“A união da classe produtiva faz com que a gente possa evoluir. Precisamos ver as coisas tecnicamente, sem polarização”, afirmou.

O encontro teve a participação do deputado federal Léo Prates (Republicanos), responsável pela relatoria das discussões sobre o tema no Congresso Nacional. A expectativa é que a Câmara avance nas próximas semanas na análise da proposta que prevê o fim da escala 6x1, redução da jornada e manutenção salarial.

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