Representando o Brasil no continente africano, o professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Zulu Araújo, está participando do Encontro Internacional da Crioulidade Atlântica, realizado entre os dias 28 e 30 de maio, na Universidade de Cabo Verde. O ex-presidente da Fundação Cultural Palmares foi indicado por Margareth Menezes, ministra da Cultura.
Zulu integrou a mesa “As Dinâmicas Históricas da Diasporização Atlântica”, ao lado de especialistas dos Estados Unidos e de Cabo Verde. Em sua fala, o também vice-presidente do PSB de Salvador abordou as relações entre a diáspora africana, os processos de formação cultural nas Américas e o papel das políticas públicas de cultura voltadas à população afrodescendente.
Para ele, compreender a diáspora exige reconhecer a centralidade da África e a diversidade das manifestações culturais negras nos diferentes territórios atravessados pela experiência atlântica.
“Reafirmei o nosso compromisso com a promoção da igualdade racial, com a valorização da Cultura Negra enquanto elemento estratégico para o nosso desenvolvimento e a importância da Democracia para que possamos alcançar nossos objetivos por um mundo melhor, mais humano e livre do Racismo", destacou Araújo.
Com o tema “Edificar pontes, construir um futuro melhor”, a programação propõe uma reflexão sobre os aspectos que compõem a chamada “crioulidade atlântica”, conceito proposto por Cabo Verde, a partir das experiências históricas da diáspora africana, da diversidade cultural, das línguas crioulas, da memória transatlântica e da diplomacia cultural.
A participação brasileira ocorre a convite do governo de Cabo Verde, com o apoio da Embaixada do Brasil em Praia, e integra a política de fortalecimento das relações culturais entre o Brasil e os países africanos, uma das prioridades da atuação internacional do Ministério da Cultura.