“PGP fala para a mesma bolha”, dispara Ângelo Coronel ao criticar modelo do governo Jerônimo

Foto: Divulgação
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O senador e pré-candidato à reeleição Angelo Coronel (Republicanos) subiu o tom contra o Programa de Governo Participativo (PGP) do grupo governista e afirmou que os encontros promovidos pelo governo da Bahia funcionam de forma “fechada” e restrita às mesmas lideranças políticas.

A declaração foi dada nesta quarta-feira (28), em Salvador, durante o lançamento do projeto “Sua Voz é Nossa Voz”, iniciativa da pré-campanha de ACM Neto ao Palácio de Ondina.

“O que eu vejo nos três, quatro PGPs feitos é que fala para a mesma bolha. São convocadas as mesmas pessoas, as mesmas lideranças”, afirmou Coronel.

Segundo o senador, os eventos do governo estadual já teriam roteiros previamente definidos, sem espaço para participação espontânea da população. “Já tem o script feito, quem vai falar, o momento da fala e o tópico da fala”, disparou.

Coronel afirmou ter participado de edições anteriores do programa, ainda há oito anos, e disse que não enxergou abertura real ao diálogo popular. “Eu participei e vi que a coisa não é aberta”, declarou.

O parlamentar voltou a chamar o PGP de “Plano de Governo Perdido”, expressão usada anteriormente por aliados da oposição. “Quando eu ouço Jerônimo falar que vai ter mudança, eu pergunto: como é que muda com 20 anos?”, questionou, em referência ao período de governos petistas na Bahia.

Durante a coletiva, o senador também fez críticas à situação da saúde pública no estado e afirmou que muitos hospitais dependem de emendas parlamentares para continuar funcionando.

“Se não fossem as emendas parlamentares alocadas nos municípios, muitos hospitais fechavam”, disse.

Coronel ainda relatou atrasos no pagamento de profissionais da saúde e falta de medicamentos em unidades hospitalares conveniadas ao Estado. “Vários hospitais filantrópicos hoje não têm medicamento. E médicos estão com três, quatro, cinco meses de atraso”, afirmou.

Ao encerrar a fala, o senador criticou a gestão estadual na área da saúde. “O médico sem estímulo e sem medicamento brinca de fazer saúde. E a gente não pode permitir mais a nossa doença”, concluiu.

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