“O tráfico monitora a chegada da polícia”, diz Zé Cocá ao cobrar investimento em inteligência na Bahia

Foto: Divulgação
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Pré-candidato a vice-governador na chapa de ACM Neto (UB), o ex-prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), fez duras críticas à estrutura da segurança pública na Bahia e afirmou que facções criminosas já operam sistemas próprios de monitoramento em bairros dominados pelo tráfico.

A declaração foi dada nesta quarta-feira (28), em Salvador, durante coletiva de lançamento do projeto “Sua Voz é Nossa Voz”, iniciativa da oposição voltada à construção participativa de um plano de governo para 2026.

Segundo Zé Cocá, a falta de investimento em inteligência policial e equipamentos básicos compromete diretamente o combate ao crime organizado no estado.

“Você pega a polícia de inteligência e não tem estrutura nenhuma. Não tem computador, não tem drone, não tem equipamentos para fazer o trabalho”, afirmou.

Ao relatar a realidade de Jequié, o prefeito disse que criminosos chegaram a instalar sistemas de monitoramento em postes para acompanhar a movimentação policial.

“Chegou o momento de o tráfico botar sistema de monitoramento nos postes para saber a hora que a polícia chega e a hora que sai”, declarou.

Durante a entrevista, Zé Cocá afirmou que os policiais enfrentam dificuldades operacionais, baixa valorização e ausência de respaldo institucional. “O policial não se sente protegido pelo Estado”, disse.

O prefeito também defendeu uma integração maior entre políticas de educação, assistência social e segurança pública para enfrentar o avanço da criminalidade entre jovens.

“O governo precisa entrelaçar educação com segurança pública. Ou faz esse elo das cadeias ou não vai fazer nunca”, afirmou.

Na avaliação do gestor, a ausência de investimentos em creches, saúde, monitoramento e assistência social contribui para o fortalecimento do tráfico nas periferias. “O tráfico vai buscar os meninos na ponta”, alertou.

 Zé Cocá ainda criticou a postura do governo estadual diante dos episódios recentes de violência e afirmou que falta resposta efetiva do Estado.

 “O governador não fala nada e você não vê ação”, declarou.

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