O candidato à presidência da Câmara Municipal de Salvador, Alexandre Aleluia (PL), atribuiu a decisão de partidos da oposição de liberar seus vereadores para votar na eleição da Mesa Diretora ao acirramento político provocado pelas eleições gerais de outubro. A declaração foi dada à imprensa na tarde desta terça-feira (3), após a primeira sessão deliberativa realizada depois do segundo turno.
Questionado sobre a resistência de setores da esquerda em fechar um acordo formal em torno de uma candidatura única, Aleluia afirmou respeitar a decisão das siglas, mas avaliou que o cenário ideal seria uma adesão conjunta.
“A oposição abriu questão, abriu para a decisão de cada vereador. O lógico, o ideal, seria que a oposição toda viesse em bloco, mas eu respeito também”, afirmou.
Aleluia vê reflexos do segundo turno na Câmara
O vereador relacionou a divisão entre os partidos oposicionistas ao clima de disputa eleitoral que ainda se manifesta no plenário Cosme de Farias. Segundo ele, o debate político recente acabou influenciando discussões que deveriam ter caráter institucional.
“Talvez o momento eleitoral muito próximo, o momento eleitoral do segundo turno, tenha esticado o debate, até num tom que não deveria ser, porque estamos falando de representação institucional”, declarou.
Apesar da divisão, Aleluia não descartou uma aproximação com as bancadas que ainda não formalizaram apoio à sua candidatura, como PT e PSB. O parlamentar afirmou que as negociações podem continuar até a votação.
“Mas eu respeito, é a posição de agora. Quem sabe tem tempo ainda de isso voltar e nós termos [uma unificação]”, concluiu.