O candidato a vice-governador da Bahia na chapa encabeçada por ACM Neto (União Brasil), Zé Cocá (PP), afirmou que a convenção realizada pela oposição demonstrou maior capacidade de mobilização do que o evento promovido pelo grupo do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Em entrevista concedida nesta quinta-feira (23) ao programa Giro Baiana, da Rádio Baiana FM, o prefeito de Jequié comparou os dois atos políticos e sustentou que a diferença de público ficou evidente.
Segundo Cocá, como as duas convenções ocorreram no mesmo espaço e em condições semelhantes, seria possível verificar, pelas imagens, que o encontro da oposição reuniu um número maior de participantes.
"Pode ter sido o maior da história deles, mas se você pegar as imagens do nosso e do dele, vai ver. O nosso deu uma vez e meia mais do que o deles. Foi no mesmo local, no mesmo horário, tudo igual. O nosso deu uma vez e meia o deles", declarou.
Na entrevista, o candidato também afirmou que o evento da base governista contou com caravanas organizadas por prefeitos de diversos municípios. Segundo ele, gestores municipais teriam mobilizado participantes para fortalecer o ato político. As alegações, no entanto, não foram acompanhadas de provas durante a entrevista.
"Ele trouxe caravana de sessenta cidades. Quem disse isso foi a fala de Jerônimo. Ele trouxe caravana. Existem várias denúncias. Inclusive, tinha um ônibus escolar na frente da área e parou para o pessoal descer", afirmou.
Ao comentar a mobilização da oposição, Zé Cocá disse que não organizou transporte coletivo de apoiadores saindo de Jequié e afirmou que o comparecimento ao evento ocorreu de forma espontânea.
"Em Jequié nós fizemos convite. Não tinha um ônibus de nenhum município. Ontem também eu não vi aqui nenhum ônibus de município. No deles você vai ver ônibus de vários municípios", declarou.
Para o candidato, o cenário político mudou em relação aos primeiros anos dos governos petistas na Bahia. Segundo ele, a militância governista já não demonstra o mesmo nível de engajamento espontâneo observado em eleições anteriores.
"O governo, diferente do passado, que tinha uma militância muito forte, hoje as pessoas não vão mais para as ruas à vontade para defender o governador Jerônimo. Ou faz um movimento com os municípios, pedindo para cada prefeito levar pessoas, ou não consegue mobilizar", concluiu.