“Nós vamos entregar o Brasil tendo superávit”, afirma Rui Costa ao defender equilíbrio fiscal do governo Lula

Foto: Divulgação
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O ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado pelo PT, Rui Costa, afirmou nesta segunda-feira (27) que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está comprometido com o equilíbrio das contas públicas e negou que o país esteja gastando acima do limite que poderia suportar. Em entrevista à Rádio Sociedade, Rui defendeu o novo marco fiscal adotado pelo governo e afirmou que o Brasil deverá encerrar o ano com superávit.

Questionado sobre as críticas relacionadas ao controle dos gastos públicos, o ministro afirmou que o governo Lula herdou um cenário de forte desequilíbrio fiscal. Segundo Rui, a gestão anterior teria realizado despesas extraordinárias e adiado compromissos financeiros, o que teria transferido para o governo atual uma série de obrigações.

“O desastre que nós pegamos, a população da Bahia me conhece, e graças a Deus eu gosto de falar só olhando no olho das pessoas”, declarou.

Rui Costa citou como exemplo o pagamento de precatórios. Segundo ele, cerca de R$ 90 bilhões em dívidas judiciais que deveriam ter sido quitadas em 2022 acabaram sendo postergados e, posteriormente, pagos pelo governo Lula.

“O governo federal devia à sociedade, de ações trabalhistas, de ações de empresários, ou de ações da sociedade, devia, em processo transitado e julgado, R$ 90 bilhões. Em 2022 deveria ter sido pago. Eles pagaram? Não. Eles mudaram, disseram que naquele ano não ia ter pagamento e empurraram com a barriga. Quem foi que pagou esses R$ 90 bilhões? O governo do presidente Lula”, afirmou.

O ex-ministro também mencionou outras despesas realizadas no período anterior e citou um programa de empréstimos destinado a taxistas, argumentando que auditorias posteriores teriam identificado irregularidades na concessão dos recursos.

Para Rui, a soma dessas despesas contribuiu para o quadro fiscal que o governo Lula encontrou ao assumir o país. Ele afirmou que a atual gestão criou um novo marco para disciplinar os gastos públicos e que o presidente estaria seguindo as regras estabelecidas.

“Nós fizemos um novo marco do gasto público no Brasil e o presidente está seguindo rigorosamente. Nós teremos superávit esse ano”, disse.

Na avaliação do ministro, o governo deverá concluir o atual ciclo com uma situação fiscal melhor do que a encontrada no início da gestão.

“Nós recebemos com déficit, um déficit gigantesco de mais de R$ 200 bilhões, e nós vamos entregar, quatro anos depois, o Brasil tendo superávit”, afirmou.

Rui Costa também defendeu a combinação entre responsabilidade fiscal e capacidade de investimento. Segundo ele, o governo federal não precisa escolher entre controlar as contas públicas e realizar investimentos em infraestrutura e políticas públicas.

“Prezamos por garantir um volume grande de investimento associado ao equilíbrio fiscal, à responsabilidade fiscal”, declarou.

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