“Mais de 100 mil mortes”: João Roma critica segurança na Bahia e cobra enfrentamento às facções

Foto: Divulgação
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O candidato ao Senado João Roma (PL) criticou a situação da segurança pública na Bahia durante sabatina na Rádio Sociedade da Bahia, nesta quinta-feira (24), e defendeu uma atuação mais direta do governo estadual no combate às organizações criminosas.

Ao responder sobre propostas para reduzir a violência, Roma afirmou que a população baiana “não suporta mais” a situação vivenciada no estado e citou o número de mortes violentas acumuladas nas últimas duas décadas.

“De fato, ninguém suporta mais o estado da violência que chegou no estado da Bahia. Então você viu nesses últimos 20 anos aumentarem muito os dados, sobretudo de mortes violentas no estado da Bahia. Nesse período dos últimos 20 anos são mais de 100 mil mortes.”

O número citado por Roma foi apresentado durante a entrevista como argumento para dimensionar a gravidade da violência no estado.

O candidato também relatou situações de cobrança de comerciantes por grupos criminosos. Segundo ele, pequenos empresários e moradores de algumas comunidades enfrentam dificuldades para exercer suas atividades diante da atuação dessas organizações.

“A pessoa tem um box, um pequeno estabelecimento, vai uma pessoa com papelzinho: ‘Deixe reais, senão não vai ter sanções’.”

Críticas às últimas gestões

Durante a sabatina, Roma responsabilizou as administrações estaduais comandadas por Jaques Wagner, Rui Costa e Jerônimo Rodrigues pelos problemas de segurança pública.

“A Bahia não conseguiu fazer esse enfrentamento. Esse período de Jacques Wagner, Rui Costa e Jerônimo falharam na área da segurança.”

A afirmação é uma avaliação política do candidato. Em dados recentes, a Bahia permanece entre os estados com números elevados de mortes violentas, embora os indicadores tenham apresentado redução em determinados períodos. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025, por exemplo, registrou 6.036 mortes violentas intencionais na Bahia em 2024, segundo levantamento divulgado naquele ano.

Roma afirmou ainda que organizações criminosas passaram a atuar em diferentes regiões do estado, incluindo municípios menores.

“A Bahia recebeu, portanto, muitas organizações criminosas, facções que estão instaladas, não só na nossa capital, mas até em pequenas cidades do interior.”

Crítica a declaração de Jerônimo

O candidato também criticou uma declaração atribuída ao governador Jerônimo Rodrigues sobre a dimensão internacional do problema da violência.

“O atual governador Jerônimo abre a boca no debate […] e diz que o problema da violência é um problema internacional. E que ele tem que enxergar a floresta.”

A discussão sobre a responsabilidade de diferentes níveis de governo no combate à violência já aparece no debate político baiano. Em declarações anteriores, Jerônimo Rodrigues argumentou que fatores como circulação de armas e drogas e a atuação conjunta entre União e estados também interferem nos indicadores de segurança.

“Tem que fazer um enfrentamento sério”

Na avaliação apresentada durante a sabatina, Roma defendeu uma postura mais incisiva do governo estadual contra organizações criminosas e afirmou que o governador precisa assumir diretamente a condução da política de segurança.

“E só muda isso se tiver realmente providência. Se a gente tiver um governador que chame para si a responsabilidade.”

Roma também defendeu o fortalecimento das forças policiais, não apenas por meio de equipamentos, mas com maior respaldo institucional aos agentes que atuam nas ruas.

“Porque tem que sim fazer um enfrentamento sério a essas organizações criminosas. Tem que ajudar a nossa polícia, não apenas com investimentos em equipamentos, mas também dando respaldo para o policial que sai de casa.”

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