O candidato ao Senado João Roma (PL) defendeu, durante sabatina na Rádio Sociedade da Bahia, nesta quinta-feira (24), a adoção de políticas voltadas à saúde, à segurança e às condições de trabalho dos policiais baianos. Ao responder a uma pergunta sobre os casos de agentes que tiram a própria vida, Roma afirmou que a categoria enfrenta uma série de pressões no cotidiano e que precisa de maior respaldo institucional.
Segundo o candidato, policiais convivem com situações de ameaça, endividamento, conflitos armados e insegurança também fora do ambiente de trabalho.
“São muitas pressões psicológicas e sobretudo quando ele não tem o suporte da sua chefia.”
Roma afirmou ainda que policiais podem ser ameaçados por criminosos e até ter suas famílias colocadas em risco. Ao descrever esse cenário, utilizou uma expressão para dimensionar a pressão enfrentada pelos agentes:
“O cara sai com o coração na mão.”
Na avaliação apresentada pelo candidato durante a entrevista, a política de segurança pública deveria envolver não apenas o policiamento ostensivo, mas também ações de infraestrutura urbana, iluminação pública, urbanização e participação das prefeituras.
“Nós temos que ter um projeto de segurança integrado. Acho que todos fazem parte nisso.”
Moradia para policiais
Outro ponto levantado por Roma foi a necessidade de políticas habitacionais específicas para policiais. Ele afirmou que, ao longo das últimas administrações estaduais, não foram criados conjuntos habitacionais destinados à categoria, segundo sua avaliação.
O candidato relacionou a questão da moradia à segurança dos próprios agentes, especialmente daqueles que vivem em áreas onde atuam ou onde podem sofrer ameaças.
“Você não tem conjuntos habitacionais para policial. Então o policial sai de casa, naquela comunidade ele está recebendo ameaça.”
Roma também citou o endividamento como outro fator que, segundo ele, aumenta a pressão sobre os profissionais de segurança.
“Tem policial que recebe seu salário, é consignado, está muito atrapalhado em relação a essas coisas todas.”
Mais policiais e concursos permanentes
Durante a sabatina, Roma também defendeu a ampliação do efetivo das forças de segurança. O candidato afirmou que haveria um déficit de mais de 12 mil policiais e propôs a realização de concursos de forma periódica.
“Você precisa de muito mais quadros e você precisa fazer concursos permanentes.”
Segundo Roma, a ideia seria evitar grandes intervalos entre concursos e estabelecer uma frequência de novas contratações para recompor continuamente os quadros.
“Tenha uma frequência para que a cada ano você possa ir completando os quadros da polícia, aumentar uma presença e ter suporte do governo do Estado.”
O candidato também afirmou que o próximo governo estadual deveria manter maior proximidade com as corporações policiais e oferecer respaldo aos agentes durante as operações.
“É fundamental que o nosso próximo governador […] acompanhe, esteja próximo das corporações.”