A eleição deste domingo (4) provocou uma renovação entre os nomes que disputaram vagas na Câmara dos Deputados pela Bahia. Parlamentares com trajetória consolidada e candidatos ligados a tradicionais grupos políticos não conseguiram se eleger ou renovar o mandato e ficaram na condição de suplentes. A apuração foi feita pela reportagem do Classe Política.
Entre os deputados que buscavam a reeleição, estão Arthur Maia (União Brasil), com 103.336 votos; Bacelar (PV), com 102.703; Waldenor Pereira (PT), com 96.378; Lídice da Mata (PSB), com 89.705; e Paulo Magalhães (PSD), com 82.187 votos.
A lista também inclui Jayminho Vieira Lima (MDB), que obteve 115.292 votos. Sobrinho do ex-ministro Geddel Vieira Lima, ele não conseguiu uma vaga na nova bancada baiana.
Outro nome de destaque foi Cacá Leão (PP), filho do ex-governador e ex-deputado federal João Leão e ex-secretário de Governo da gestão Bruno Reis em Salvador. Ele recebeu 80.304 votos e ficou como suplente.
A disputa também marcou a ausência de Marcelo Nilo (Republicanos), ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, que recebeu 18.081 votos. Jorge Araújo Repórter (PP), vereador eleito de Salvador que exercia mandato federal como suplente, teve 24.813 votos e também não conseguiu permanecer na Câmara.
Outro ex-deputado federal que não conseguiu retornar ao Congresso foi Luiz Argôlo (Republicanos), que obteve 17.096 votos. Com trajetória política na região do Entre Rios, ele chegou a exercer mandato na Câmara em legislaturas anteriores.
Entre os nomes que buscavam chegar pela primeira vez à Câmara Federal, Duda de Alan Sanches (União Brasil), vereador de Salvador e filho do ex-deputado Alan Sanches, recebeu 57.947 votos. Leandro de Jesus (PL), deputado estadual, somou 91.368 votos, enquanto Vitor Bonfim (PSB) teve 89.338 e Robinho (União Brasil), 79.165.