O deputado federal Jorge Solla (PT-BA) reforçou, nesta sexta-feira (23), a tese de uma chapa "puro-sangue" encabeçada pelo Partido dos Trabalhadores para a disputa majoritária de 2026. Durante o encerramento do encontro nacional do MST em Salvador, Solla defendeu que o grupo não pode abrir mão de seus nomes mais fortes: Jerônimo Rodrigues para a reeleição ao Governo, acompanhado pelo ministro Rui Costa e pelo senador Jaques Wagner na disputa pelas duas vagas ao Senado Federal.
O parlamentar baseou sua defesa no desempenho dos nomes petistas em levantamentos de opinião realizados ao longo de 2025. Segundo Solla, Rui Costa lidera as intenções de voto para o Senado, enquanto Jaques Wagner, atual líder do governo Lula na Casa, é reconhecido como o senador que mais contribuiu para a história recente da Bahia. "Não podemos prescindir dos melhores. Wagner e Rui vão bater o recorde de votação para o Senado", cravou o deputado, minimizando as críticas da oposição como "mimimi e chororô".
A proposta de Solla toca em um ponto sensível da articulação política: a vaga do senador Angelo Coronel (PSD). Para viabilizar a "super chapa" petista, o conselho político liderado por Lula e Wagner precisará negociar com o PSD, que reivindica a manutenção de seu espaço na chapa majoritária. Solla, no entanto, acredita que a força popular de Jerônimo, somada ao legado dos ex-governadores, garantirá a reeleição do governador com a maior votação proporcional da história da Bahia, superando as marcas anteriores do próprio PT.
Ataque a ACM Neto
Além disso, Jorge Solla atacou e ACM Neto e mandou um recado para ele e aliados: "Acho que a turma de ACM Neto está com medo. Espalharam o boato que Jerônimo não vai ser candidato. Espalharam o boato que Rui não vai ser senador. ACM Neto e sua turma podem se preparar, pois Jerônimo será reeleito com a maior votação proporcional que já teve a reeleição de governador da Bahia", disparou.