As movimentações da oposição para a disputa pelo Governo da Bahia em 2026 foram alvo de críticas do ex-ministro Geddel Vieira Lima nesta segunda-feira (1º). Durante entrevista coletiva concedida no fórum Diálogos que Transformam, realizado no Bistrot Trapiche Adega, em Salvador, o líder do MDB afirmou que a pré-candidatura de ACM Neto (União Brasil) ainda não apresentou propostas capazes de convencer o eleitorado e sustentou que o governador Jerônimo Rodrigues (PT) chega ao próximo ciclo eleitoral em posição favorável.
Ao comentar as avaliações de oposicionistas de que Jerônimo seria o primeiro governador baiano a disputar a reeleição sem liderar as pesquisas de intenção de voto, Geddel tratou o discurso como uma estratégia política previsível. Segundo ele, é natural que adversários tentem reduzir o impacto dos indicadores positivos para o governo estadual.
Na avaliação do emedebista, o principal desafio enfrentado por ACM Neto está na construção de uma agenda de propostas para temas considerados prioritários pela população. Para Geddel, a oposição tem concentrado sua atuação em apontar falhas da administração estadual, mas ainda não conseguiu apresentar alternativas concretas para áreas como segurança pública, saúde e desenvolvimento social.
O ex-ministro também fez críticas à estratégia de comunicação adotada pelo ex-prefeito de Salvador. Citando aparições recentes de ACM Neto em comunidades populares e publicações nas redes sociais, Geddel afirmou que as ações têm mais caráter simbólico do que programático e não respondem às demandas da população por soluções efetivas.
Ao abordar a questão da segurança pública, o dirigente do MDB reconheceu que o tema está entre as principais preocupações dos baianos, mas argumentou que o debate precisa avançar além das críticas. Segundo ele, qualquer projeto de governo deve apresentar metas, planejamento e mecanismos capazes de enfrentar o problema de forma objetiva.
Geddel também saiu em defesa da atuação do governador Jerônimo Rodrigues na área. Ele destacou o envolvimento direto do chefe do Executivo estadual no acompanhamento das ações de segurança e afirmou que teve a oportunidade de conhecer de perto estruturas de monitoramento utilizadas pelo governo.
Para o ex-ministro, a tendência é que o ambiente eleitoral se torne mais exigente à medida que a campanha se aproximar. Na sua avaliação, o eleitorado deverá cobrar dos pré-candidatos não apenas posicionamentos políticos, mas também capacidade administrativa e propostas viáveis para os desafios enfrentados pelo estado.
Demonstrando confiança no grupo governista, Geddel afirmou que Jerônimo chega fortalecido ao processo pré-eleitoral e reiterou que a disputa será definida pela capacidade de cada candidato em apresentar soluções concretas para a população. “O eleitor quer saber quem tem projeto, quem tem rumo e quem consegue transformar discurso em resultado”, resumiu.