Fernando Haddad defende Jaques Wagner e afirma que senador atuou contra os interesses do Banco Master

Foto: Divulgação
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O ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT-SP), fez uma defesa pública do senador Jaques Wagner (PT-BA) nesta terça-feira (23), afirmando que o parlamentar atuou ativamente contra as pautas de interesse do Banco Master no Congresso Nacional.

Haddad declarou que acompanhou de perto a condução política de Wagner no Senado e que pode atestar que o líder do governo trabalhou em alinhamento com a equipe econômica para barrar propostas que beneficiariam a instituição financeira.

Segundo o ex-ministro, Wagner se posicionou contra a medida que visava ampliar o teto de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), tendo articulado diretamente com o governo para conduzir a votação que rejeitou a iniciativa no plenário.

A declaração de apoio político e técnico de Haddad ocorre em um momento estratégico para o senador baiano, cuja defesa técnica ingressou com um recurso junto ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), contestando a validade jurídica dos mandados de busca e apreensão cumpridos em seus endereços.

Os advogados de Wagner utilizam justamente o argumento de que a Polícia Federal cometeu um erro de premissa ao imputar ao parlamentar um lobby que ele, na verdade, combateu. A peça submetida à Suprema Corte reforça que a atuação pública do petista se deu para rejeitar a chamada “Emenda Master”, de autoria do senador Ciro Nogueira (PP-PI), desconfigurando o suposto crime de tráfico de influência.

Jaques Wagner é um dos principais investigados no escopo da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de favorecimento regulatório envolvendo executivos do sistema financeiro.

Durante as diligências realizadas na semana anterior, a Polícia Federal apreendeu o montante de 55 mil dólares e 33 mil euros em espécie em imóveis vinculados ao líder governista, valores que ele alega serem remanescentes de diárias oficiais de viagens ao exterior.

Conforme relatórios obtidos pelo jornal Folha de S.Paulo, o inquérito policial também esmiúça o fluxo de relacionamento e as transações de Wagner com o empresário Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro, mapeando o suposto usufruto de aeronaves particulares e o recebimento de cortesias de alto valor em eventos internacionais.

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