Dirceu critica atuação de Flávio Bolsonaro nos EUA e diz que senador representa risco à soberania brasileira

Foto: Divulgação
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Em entrevista ao UOL nesta segunda-feira (23), o ex-ministro José Dirceu elevou o tom das críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmando que o parlamentar representa um risco não apenas à democracia, mas também à soberania nacional.

Ao comentar uma declaração atribuída ao presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, de que Flávio Bolsonaro seria “um risco à democracia”, Dirceu ampliou a avaliação e afirmou que o senador estaria atuando em alinhamento aos interesses dos Estados Unidos.

“Pior que a democracia, a soberania do Brasil, porque ele está a serviço dos Estados Unidos”, declarou.

Durante a entrevista, Dirceu criticou a atuação de integrantes do campo bolsonarista junto a autoridades norte-americanas. Segundo ele, a articulação política realizada nos Estados Unidos configura uma afronta aos interesses nacionais e às instituições brasileiras.

O ex-ministro também citou episódios recentes da política nacional, como os atos de 8 de janeiro de 2023 e as investigações sobre supostas tentativas de golpe de Estado. Para Dirceu, esses acontecimentos reforçam a necessidade de defesa das instituições democráticas.

Ao abordar a política internacional, Dirceu questionou como o Brasil seria representado em fóruns globais caso lideranças alinhadas ao bolsonarismo assumissem protagonismo na condução das relações exteriores. Na avaliação do ex-ministro, o senador Flávio Bolsonaro estaria se aproximando politicamente do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Dirceu ainda criticou a atuação de Trump no cenário internacional, afirmando que o republicano contribui para o aumento das tensões globais. Em contraposição, defendeu que o Brasil mantenha uma postura de diálogo e cooperação internacional.

“O Brasil é um país pacífico”, disse. Segundo ele, o país preserva boas relações tanto com a União Europeia quanto com os Estados Unidos, e as atuais tensões diplomáticas decorreriam de iniciativas da administração norte-americana, e não da política externa brasileira.

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