O candidato ao Senado Federal João Roma (PL) criticou, nesta segunda-feira (19), durante sabatina do jornal A Tarde, as condições do atendimento de saúde na Bahia e afirmou que o estado precisa avançar na gestão e na oferta de serviços à população.
Ao abordar o tema, Roma destacou a necessidade de empatia no atendimento e afirmou que a situação enfrentada por parte dos pacientes seria incompatível com os recursos e a tecnologia disponíveis atualmente.
“É com muita tristeza, e é de partir o coração quando você vê a falta de dignidade que as pessoas estão sendo submetidas aqui no Estado da Bahia, o que não se concebe em pleno século XXI”, afirmou.
Segundo o candidato, o problema não estaria relacionado apenas à disponibilidade de recursos. Roma citou um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) ao questionar os resultados alcançados por investimentos federais na área da saúde.
“Não falta recurso na área de saúde, pelo contrário. Até um relatório do Tribunal de Contas mostrou que uma das coisas que o PAC da saúde falhou foi que só conseguiu atingir 16% das metas”, declarou.
Roma afirmou ainda que, diante do volume de investimentos realizados, seria necessário discutir a eficiência da aplicação dos recursos e a gestão dos serviços.
“Então, não é questão de recurso, porque houve mais de R$ 50 bilhões para aperfeiçoar o sistema de saúde no Brasil”, disse.
“É questão de gerenciamento”
Na avaliação do candidato, parte dos problemas poderia ser enfrentada por meio de melhorias na gestão e na organização do atendimento.
“Por que realmente não consegue levar um serviço de qualidade para os baianos? E, repito, às vezes é questão de gerenciamento, sim”, afirmou.
Roma argumentou que a demora no atendimento também pode aumentar os custos do próprio sistema público de saúde.
“Porque, às vezes, você faz uma pessoa sofrer e ela fica muito mais tempo ali, gerando, inclusive, até mais custo para o sistema do Estado”, declarou.
Descentralização e urgência
Entre as medidas defendidas pelo candidato está a descentralização de serviços, principalmente de exames, além de uma atenção específica para pacientes que chegam às unidades de saúde em situações de urgência e emergência.
“O fundamental é que a gente consiga avançar nesses pilares, descentralizar serviços, sobretudo exames, e um foco especial para as pessoas que estão com a questão de urgência e emergência”, afirmou.
Segundo Roma, os pacientes em situação de emergência precisam receber atendimento imediato, seguindo protocolos adequados para evitar agravamento dos quadros.
“Essas pessoas não podem estar esperando, elas têm que ter um tratamento imediato, porque ali você tem um protocolo que precisa ser seguido, senão pode gerar danos àquela pessoa”, disse.
“As pessoas estão sentindo isso”
Roma também afirmou que a percepção da população sobre a qualidade dos serviços de saúde deve ser considerada na avaliação das políticas públicas.
“Os diagnósticos estão aí colocados, a população sente na pele, então, mais até do que às vezes você saber de alguns dados, as pessoas estão sentindo isso acontecer”, afirmou.
Ao concluir a fala, o candidato defendeu uma mudança na gestão da saúde estadual e disse que o objetivo deve ser oferecer não apenas serviços médicos, mas também condições dignas de atendimento.
“É fundamental que a gente consiga realmente fazer uma mudança verdadeira no estado da Bahia, para que a gente consiga mudar esse cenário e ofertar não só serviço de qualidade, como dignidade ao povo baiano”, concluiu.