Coronel endurece discurso e afirma: “Tem casos que a pena de morte seria necessária”

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O senador Ângelo Coronel (Republicanos), candidato à reeleição, voltou a se posicionar sobre temas que costumam provocar forte reação no debate público. Ao falar sobre drogas, aborto e segurança, o parlamentar afirmou nesta terça-feira, no PodCast Prisma do Bahia Notítcias, ser contrário à liberação de entorpecentes, reiterou sua defesa da vida e declarou que, embora a pena de morte seja proibida pela Constituição brasileira, poderia ser aplicada em situações que considera extremas.

No caso do aborto, Coronel foi categórico ao reafirmar sua posição: “Sempre fui a favor da vida e vou continuar sendo”.

Em relação às drogas, o senador lembrou que votou contra a proposta quando o assunto chegou ao Senado.

“Votei contra no Senado, quando o projeto tramitou, contra também a droga”, afirmou.

Coronel fala em pena de morte para casos extremos

A declaração mais contundente veio quando o senador foi questionado sobre a possibilidade de o Brasil adotar a pena capital. Coronel reconheceu que a medida não poderia ser implementada sob a atual Constituição, mas defendeu que o tema não deveria ser descartado.

Segundo ele, a proibição da pena de morte está entre as cláusulas pétreas da Constituição.

“É uma cláusula pétrea da nossa Constituição. Para a gente mudar e aprovar a pena de morte, tem que fazer uma nova Constituição”, declarou.

Apesar da barreira constitucional, o parlamentar afirmou considerar que existem crimes tão graves que poderiam justificar a punição máxima.

“Mas tem casos que a pena de morte seria necessária, como tem em países por aí afora”, disse.

Coronel reconheceu que a posição é polêmica e pode provocar críticas, mas afirmou que não pretende se manter neutro diante de crimes sexuais cometidos contra crianças.

“É um tema polêmico, sei que muitos vão até me criticar, mas eu não posso ficar aqui em cima do muro, vendo pessoas sendo estupradas, pedófilos soltos por aí, pegando criancinha de 1, 2, 3 anos para estuprar. Tem certas coisas que não dá”, afirmou.

Relato de conversa com colega

Para sustentar seu argumento, o senador contou uma situação que, segundo ele, teve com um colega que inicialmente era contrário à pena de morte.

Na conversa, Coronel teria questionado o amigo sobre como reagiria caso a própria filha, de aproximadamente dois anos e meio, fosse vítima de violência sexual.

“Uma vez eu estava conversando com um colega, eu dizendo: rapaz, vou ser a favor da pena de morte? Aí ele disse: você é maluco, rapaz? Eu não vou querer que ninguém morra”, relatou.

Em seguida, veio a pergunta que, segundo Coronel, mudou o rumo da conversa.

“Eu perguntei: sua filha tem quantos anos? Ele disse: fez dois anos e meio agora. E se ela fosse estuprada? O que você ia fazer? ‘Matava esse FDP’”, contou.

Na avaliação do senador, o episódio expõe justamente a dimensão emocional e controversa da discussão sobre a pena capital.

“Quer dizer, você vê como é a polêmica. Ele é contra a pena de morte, mas se estuprasse a filha dele, ele já estava a favor da pena de morte”, afirmou.

Ao final, Coronel defendeu uma mudança na legislação brasileira e disse acreditar que a discussão constitucional poderá ganhar força caso o país não adote punições mais severas.

“Essa é uma bandeira muito polêmica, e já tem país que adotou. E eu acredito que, se não mudarmos as nossas leis, as leis mais duras, vai se terminar desaguando numa nova Constituição e incluindo autorização para a pena de morte”, concluiu.

Compartilhe:

Siga a gente Instagram | Facebook | Twitter | Youtube

LEIA TAMBÉM

PUBLICIDADE

REDES SOCIAIS

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

error: Conteúdo protegido.